Nesta terça-feira (6), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) participou de um cerimonal na Câmara dos Deputados em que se comemorava os 30 anos da Constituição. Além de poucas pessoas presentes, alguns momentos ficaram marcados, como, por exemplo, recados da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao capitão reformado, e a sua retribuição de não aplaudi-la.

Em sua fala, Bolsonaro afirmou que estava feliz em rever velhos amigos e fazer novas amizades.

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Ele chegou a fazer um aceno ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, com o qual conversou várias vezes durante o cerimonial.

Dias Toffoli fez um discurso bem pacífico e afirmou que tem grande convicção de que o novo presidente irá cumprir a Constituição. Bolsonaro o aplaudiu.

Entretanto, quando chegou a vez da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fazer o seu discurso, Bolsonaro evitou olhar para ela e não a aplaudiu.

Dodge chegou a dizer que não bastava exaltar a Constituição. "É preciso cumpri-la", disse.

Dodge fez um discurso com supostas indiretas ao presidente eleito ao defender as minorias, o meio ambiente e a liberdade de imprensa. Isso tudo porque o capitão já chegou a dar discursos fortes com críticas aos Direitos Humanos, por exemplo, e com uma possível fusão entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Depois de críticas, antes mesmo de assumir, já voltou atrás em sua palavra. Bolsonaro também é acusado de perseguir veículos de imprensa que o criticam.

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Gesto polêmico

Bolsonaro foi provocado por aliados a reproduzir com as mãos o gesto de uma arma, marca que ele fez frequentemente em sua campanha. Ele sorriu e fez rapidamente, mas, em seguida, fez o gesto de um coração com os dedos.

Ao chegar em Brasília, Bolsonaro estava cercado de seguranças e apoiadores. Entre eles estavam: o senador Magno Malta (PR-ES) e o deputado federal eleito, Alexandre Frota (PSL-SP). O capitão espalhava sorrisos e acenava a todos, entretanto, decidiu não falar com a imprensa.

Eunício contraria Bolsonaro

A cúpula do Congresso havia acatado a determinação dos seguranças de Bolsonaro para que a imprensa não entrasse no recinto. No entanto, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), voltou atrás e permitiu a entrada dos jornalistas.

Além de participar desse cerimonial no Congresso juntamente com presidentes dos Poderes, Bolsonaro continuará em Brasília para reuniões com integrantes da cúpula das Forças Armadas. Outros encontros com os chefes dos três Poderes serão agendados.

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