O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores (PT) Antonio Palocci Filho fez novas acusações dirigidas ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O que pesa sobre o ex-mandatário petista, de acordo com o conteúdo de trecho do acordo de colaboração de Palocci firmado juntamente à força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, relata que o ex-presidente Lula teria supostamente atuado de forma criminosa na primeira eleição presidencial vencida pela também petista, Dilma Rousseff, em meados do ano de 2010.

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Supostos crimes relativos à indústria naval e aos fundos de pensão

De acordo com uma parte do conteúdo divulgado, em relação ao acordo de delação premiada firmado entre o ex-ministro Antonio Palocci e membros integrantes da Polícia Federal e da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula teria atuado de forma que tentasse a viabilização do projeto nacional da indústria naval, além da arrecadação de recursos para suprir as campanhas do PT, em se tratando de quatro ou cinco delas, principalmente, a eleição da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2010, a reboque da descoberta do pré-sal.

Ainda segundo o ex-ministro petista, tanto Dilma, quanto Lula, teriam determinado, de modo indevido, a cinco ex-dirigentes dos fundos de pensão da Petrobras (Petros), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e do Banco do Brasil (Previ), para que fizessem a capitalização do "Projeto Sondas". Vale lembrar que esses ex-dirigentes haviam sido indicados aos seus cargos pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo as investigações, as 'ordens de Lula' eram cumpridas e os presidentes dos fundos seriam "cobrados a investir sem analisar".

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Vale ressaltar que a Polícia Federal chegou a levantar dados que corroborariam o acordo de colaboração premiada, ao indicar que prazos, estudos técnicos realizados de modo detalhado, além de apontamentos de prejuízos e riscos teriam sido ignorados. Palocci fez ainda um alerta de que "todos" tinham conhecimento de que estavam "descumprindo critérios internos relacionados aos fundos de pensão, além de estarem gerando propinas ao partido".

Vale ressaltar que tanto o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, quanto o ex-presidente Lula, encontram-se presos envolvidos no mega esquema de Corrupção da Petrobras, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, conduzida, em primeira instância, pela juíza federal Gabriela Hardt.

A magistrada substitui o ex-juiz Sergio Moro, na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Moro aceitou convite para assumir a pasta do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, na futura gestão do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro.

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