O depoimento desta quarta-feira (14) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação penal do sítio de Atibaia, na qual é acusado de Corrupção e lavagem de dinheiro, durou cerca de três horas. A juíza responsável por interrogar o petista foi Gabriela Hardt, que substitui Sergio Moro, que se afastou após aceitar o convite para ser ministro da Justiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

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Segundo informações do portal UOL, em determinados momentos do depoimento Lula teria criticado indiretamente Moro, dizendo que o juiz foi "obrigado" a condená-lo no processo do tríplex em Guarujá. Hardt teria então pedido que o ex-presidente respeitasse o magistrado.

Apos o interrogatório, o ex-presidente saiu do local e foi direto para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde continuará cumprindo a pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do triplex em Guarujá.

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Vários apoiadores do ex-presidente estiveram em frente ao prédio da Justiça Federal do Paraná dando forças a ele. A audiência começou com o depoimento de José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo de Lula, que responde por lavagem de dinheiro.

Na sala de interrogatório, Lula negou qualquer relação com as obras e disse que sua prisão era apenas um "prêmio da Operação Lava Jato". Segundo fontes ouvidas pelo UOL, Lula não falou da eleição presidencial e nem mesmo da nomeação de Sergio Moro para ministro. A condução da juíza foi bem focada no processo e ela evitou que o assunto se dissipasse.

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Lava Jato Sergio Moro

Depoimento de Lula

Segundo o advogado do petista, José Roberto Batochio, o ex-presidente teria se saído muito bem no interrogatório. Essa foi a primeira vez que o petista deixou a cadeia após ser preso no último dia 7 de abril. Foi montado um forte esquema de segurança para a ida dele ao tribunal, contando com 250 homens da polícia.

A senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e Fernando Haddad, candidato derrotado da eleição, estiveram com Lula na sua entrada para depôr.

Investigações

Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Lula teria recebido propina das construtoras Odebrecht, OAS e do Grupo Schain por meio de reformas no sítio, que ele frequentava com sua família.

De acordo com os investigadores, foram feitas várias reformas na propriedade totalizando mais de R$ 1 milhão.

Lula nega que o sitio seja dele e afirma que é da família do seu amigo, o empresário Fernando Bittar.

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Entretanto, os procuradores não acreditam nisso. Em um depoimento, Bittar disse que esperava que Lula pagasse pelas reformas na propriedade. Ele também é acusado de lavagem de dinheiro.

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