O juiz federal [VIDEO]Sergio Moro concedeu entrevista ao programa Fantástico, da Globo, na noite deste domingo (11). Recentemente, Moro solicitou o afastamento do comando da Operação Lava Jato. Ele conduzia os trabalhos da força-tarefa em primeira instância como titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. O juiz aceitou convite para assumir, a partir do próximo ano, o comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, no Governo do presidente eleito [VIDEO], Jair Messias Bolsonaro.

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Novo trabalho de Moro e supostas ameaças

Ao ser questionado sobre seu papel de combate ao crime organizado e de combate à corrupção no futuro governo Bolsonaro, o magistrado paranaense afirmou que estaria recebendo diversas ameaças, devido às suas propostas que deverão ser apresentadas a partir de 2019.

Moro ressaltou que o motivo de estar recebendo as ameaças acarretaram que ele não solicitasse já, de antemão, a exoneração da magistratura.

Uma das principais preocupações de Moro é que se caso algo de mal viesse a ocorrer contra sua vida, sua família estaria totalmente desemparada e sem proteção do Estado brasileiro. O magistrado afirmou que está aguardando cessar seu período de férias e continua atuante no processo relacionado à transição de governo. A crítica de opositores à nomeação do magistrado é relacionada ao acúmulo de funções de Moro, de acordo com o que ele explicitou em sua entrevista.

Entretanto, o juiz que conduziu a Lava Jato e futuro ministro de governo da próxima administração do país assegurou que não exerce, ainda, uma função no poder. O magistrado alegou que até o momento não está cumprindo qualquer tipo de compromisso oficial, estando apenas colaborando com a transição de governo no Brasil.

Moro revelou ter se sentido "tentado", quando, em dia 23 de outubro, foi sondado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o magistrado assumisse a pasta da Justiça e Segurança Pública.

Moro compreende que "existe uma grande expectativa e que ele espera corresponder". Moro disse que não migrou para a política e que seu cargo será predominantemente, de caráter técnico. Ao se referir sobre o tema relacionado às minorias, o juiz afirmou que ao acompanhar o processo eleitoral, não vislumbrou que haja qualquer tipo de política discriminatória por parte do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Moro argumentou que "não viu propostas de cunho discriminatório dirigidas às minorias do país e que elas não estariam ameaçadas, pois, nada irá mudar".