Sergio Moro terá sua solicitação de exoneração vigente, a partir da próxima segunda-feira (19), quando deixará, de fato, a magistratura no país para que possa compôr a base do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, em sua esquipe de transição de governo. O juiz paranaense será o comandante da pasta do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a partir do próximo ano e deverá ter muitos desafios pela frente.

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Em uma entrevista recente concedida à imprensa, mais especificamente à revista "Isto É", o futuro ministro argumentou a respeito do mega esquema escândalo de corrupção da Petrobras e os rumos da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Vale lembrar que a força-tarefa de investigação foi, até há pouco tempo, conduzida por ele em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Condenação do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato

Uma das medidas a serem apresentadas pelo futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, trata-se de um endurecimento da lei, em relação ao cumprimento da prisão em segunda instância no país. Ao ser questionado pela imprensa, durante a realização da entrevista, em que ele fora acusado de perseguir politicamente o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o futuro ministro foi taxativo, ao comentar que sua sentença foi "extensamente fundamentada" e que "Lula seria o mentor do mega esquema criminoso de corrupção da Petrobras e que o apartamento de luxo tríplex do Guarujá, atribuído ao ex-mandatário, seria somente a ponta do iceberg".

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Lava Jato Sergio Moro

O ex-presidente Lula cumpre pena de mais de doze anos de prisão em regime fechado, em relação a um dos processos no âmbito da Lava Jato, em se tratando, da aquisição do apartamento de luxo tríplex, do Guarujá, no litoral do estado de São Paulo, sentenciado à condenação por práticas de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Vale ressaltar que o magistrado paranaense demonstrou muita descontração durante a entrevista.

Não parecia em nada o juiz sisudo quando comandava os processos inerentes à força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato. Sergio Moro chegou a rememorar algumas ações de investigação que envolviam escutas de celulares em prisões, "onde os detentos falavam tanto, que os policiais chegavam até a confundir sobre quem falava o que". O juiz chegou a brincar dizendo que os jornalistas presentes na entrevista, já teriam "histórias para escrever um livro".

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Sergio Moro deverá ocupar o suntuoso Palácio da Justiça, em Brasília, no Distrito Federal. O juiz tem pressa, pois terá um pouco mais de um mês para definir sua equipe que será levada à capital federal e um de seus principais objetivos será reintegrar o "time" com integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

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