Durante uma transmissão ao vivo por meio de sua rede social do Facebook, o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro discerniu a respeito de vários assuntos e propostas que alavancará a partir do ano que vem, quando deverá assumir a Presidência da República. Durante a realização da "live", na tarde desta sexta-feira (09), diretamente de sua residência no Rio de Janeiro, o futuro mandatário do país afirmou que o juiz federal Sergio Moro terá carta branca no Governo federal.

Vale lembrar que o magistrado paranaense solicitou afastamento da condução da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país, a Lava Jato, para aceitar comandar a futura pasta do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo Bolsonaro. A condução dos trabalhos desempenhados pela força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, estão sob os cuidados da juíza substituta de Moro na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, magistrada paranaense Gabriela Hardt.

O presidente eleito afirmou que o combate à corrupção será realizado de modo intenso no país a partir de janeiro de 2019, quando se inicia o próximo mandato presidencial.

Carta branca no combate à corrupção no Brasil

Ao comentar sobre o trabalho voltado contra a corrupção e o crime organizado, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse: "Sergio Moro vai pegar vocês, corruptos", sinalizando um recrudescimento na política de combate ao crime organizado e anticorrupção do futuro governo, além de aludir ao papel exercido pelo juiz paranaense quando o mesmo conduzia a Operação Lava Jato, em primeira instância, em Curitiba.

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Jair Bolsonaro Sergio Moro

O presidente eleito concluiu seu pensamento ao dizer metaforicamente que anteriormente "Sergio Moro pescava de varinha, mas agora, irá pescar com rede arrastão de 500 metros". Durante outra parte da transmissão ao vivo em sua página oficial nas redes sociais, Jair Bolsonaro criticou o ensino da ideologia de gênero nas escolas brasileiras e ainda o atual modelo desenvolvido na aplicação de provas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Vale lembrar que neste ano, a prova aplicada pelo Enem trouxe temas polêmicos, como: ditadura militar, feminismo e até gírias do universo LGBT. Bolsonaro questionou o que interessaria a linguagem daquelas pessoas e assegurou a todos que em seu governo, não haverá questão daquele tipo, somente o que venha a interessar ao futuro do Brasil.

Entretanto, Bolsonaro fez questão, durante sua transmissão, de afirmar que não estaria recriminando o comportamento sexual das pessoas, mas que "quer que a molecada aprenda algo que dê futuro e que quem quer ser feliz com outro homem ou outra mulher, tudo bem, mas que não fique enchendo o saco na escola".

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