Nesta segunda-feira (5), o engenheiro civil Emyr Dinis Costa Júnior prestou depoimento à juíza Gabriela Hardt, que está interinamente substituindo o juiz federal Sergio Moro nas investigações da Operação Lava Jato. Vale ressaltar que Moro se afastou dos casos ao aceitar um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para chefiar o Ministério de Justiça e Segurança Pública.

Costa Júnior, ex-funcionário da Odebrecht, contou que foi o responsável pelas obras do sítio de Atibaia.

Em sua delação à força-tarefa da Lava Jato, o engenheiro afirmou à juíza que desde o início das obras todo o trabalho feito seria "um favor" da construtora para o ex-presidente Luiz, e que a ordem que ele havia recebido é que ninguém poderia saber disso.

Conforme depoimento do engenheiro, ele foi chamado pelo diretor-superintendente Carlos Armando Paschoal, que afirmou precisar de um engenheiro de confiança para realizar uma obra em prol do ex-presidente Lula.

Segundo ele, a obra deveria ser mantida em sigilo, não poderia ser usado o nome da Odebrecht como responsável e em nenhuma hipótese usar contabilidade da construtora. Foi também dito que o dinheiro gasto na obra seria pago em espécie, totalizando R$ 700 mil.

Ainda conforme Costa Júnior exemplificou, as obras feitas seriam: construção de uma kitnet, que serviria para a hospedagem da segurança do presidente, quatro suítes, uma adega e um quarto da empregada. Além disso, estavam certas a reforma de um campinho de futebol, piscina e sauna.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lava Jato Lula

Delação

O engenheiro disse em sua delação que agiu apenas cumprindo o exercício de um engenheiro civil. A empresa confiava nele e ele queria fazer um trabalho bem feito para ser retribuído.

Ele disse que não questionou sobre esse tipo de favor da construtora a Lula, e ponderou que só cumpriu ordem.

Entretanto, começaram a surgir os problemas e Costa Júnior ficou com receio de várias coisas que poderiam afetá-lo diante dos avanços das investigações. Até hoje, ele recebe uma indenização por conta de um acordo feito com a empresa.

Documentos e provas

Costa Júnior admitiu aos advogados de Lula que os documentos que mostrou como provas pelos valores obtidos vieram da própria construtora, que o teria auxiliado para a delação.

Ele reafirmou que dinheiro não era contabilizado e ele não sabia de onde provinha. Ele apenas recebia pelo trabalho feito.

Os investigadores afirmam que o sítio é do ex-presidente Lula, no entanto, o petista discorda, dizendo que é da família de um amigo.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo