O ex-prefeito paulistano e ex-candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, tornou-se réu sob acusação de Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia foi aceita pelo juiz federal Leonardo Barreiros. O magistrado é responsável pela quinta Vara Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Barreiros aceitou a denúncia que havia sido proposta pelo promotor Marcelo Mendroni. O promotor faz parte do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec).

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Denúncia fundamentada a partir de investigações na Lava Jato

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal em São Paulo, partiu de conteúdo de acordos de colaboração premiada, firmado por delatores juntamente à Justiça. no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato. Vale ressaltar que trata-se de investigação da Lava Jato a partir de São Paulo.

Porém, a força-tarefa de investigação tornou-se nacional e internacionalmente conhecida, a partir das investigações implementadas a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.

A força-tarefa de investigação era conduzida em primeira instância, pelo então juiz federal Sergio Moro. Nesta segunda-feira (19), Moro teve aceito seu pedido de exoneração, já que irá assumir o comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Os inquéritos que tramitam no âmbito da Lava Jato em Curitiba se encontram sob a alçada da juíza federal Gabriela Hardt, substituta temporária de Moro.

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Entretanto, uma das denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal acabou não sendo aceita pela Justiça Federal da Barra Funda, em São Paulo. Trata-se de um trecho da acusação que se baseia num suposto crime de formação de quadrilha contra Fernando Haddad. Porém, esse trecho não foi aceito. A denúncia aceita denota que em meados de abril e maio de 2013, o presidente da empreiteira UTC Engenharia S/A, Ricardo Ribeiro Pessoa, recebeu uma solicitação de João Vaccari Neto, em relação a uma quantia de R$ 3 milhões.

Vaccari Neto era o tesoureiro nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) durante o período.

Segundo as investigações, o valor supracitado serviria para pagamento de uma dívida da campanha eleitoral. Haddad havia sido recém-eleito prefeito da cidade de São Paulo. A quantia seria para pagamento de dívida contraída juntamente com uma gráfica que era pertencente a ex-deputado federal do PT. João Vaccari Neto, de acordo com a acusação, representava, e até mesmo falava, em nome de Fernando Haddad.

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Um outro aspecto referente ao caso, já constava na agenda de Fernando Haddad, em exercício do mandato de prefeito de São Paulo, que ele recebera Ricardo Pessoa pessoalmente, em 28 de fevereiro de 2013. Fernando Haddad já negou, de modo reiterado, ter cometido irregularidades.

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