O futuro ministro da Secretaria de Governo do mandato presidencial de Jair Messias Bolsonaro, general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, será o terceiro militar a assumir um posto de relevância no Palácio do Planalto. Dentre suas principais tarefas, está a de articulação política com o Congresso Nacional, tanto em relação à Câmara dos Deputados, quanto ao Senado da República. O anúncio da nomeação do futuro ministro do presidente eleito se deu nesta segunda-feira (26), pelo próprio Jair Bolsonaro.

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Vale ressaltar que o general da reserva é um amigo de longa data do presidente eleito, além de ter integrado a sua equipe de pentatlo militar, durante a década de 1980. Outro aspecto a ser relembrado é que o general Santos Cruz já exerceu papel de liderança no comando das tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em países como Congo, na África, e Haiti, na América Central.

Articulação política do futuro governo do país

De acordo com o futuro ministro-chefe da Secretaria de Governo, o fato de ser um militar não traria qualquer tipo de problema em assumir essas funções em relação à sua futura secretaria, já que, segundo Santos Cruz, "não vai haver trombada" com o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do Democratas do estado do Rio Grande do Sul.

O general Santos Cruz concluiu ainda que "todos estarão trabalhando pelo Brasil e remando na mesma direção". As informações foram repassadas pelo próprio general da reserva em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.

O trabalho a ser desempenhado pelo futuro ministro da Secretaria de Governo do Palácio do Planalto consistirá em uma escolha que, de acordo com ele, não representará um "fortalecimento militar" no futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

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O general encarou como uma verdadeira "bobagem" essas insinuações de que militares estariam sendo contemplados no próximo governo.

A nomeação do general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi compreendida como uma maneira de que se ajude a introduzir no governo federal uma "nova forma de entendimento em relação aos parlamentares", de acordo com informação repassada à imprensa por um dos integrantes da equipe de Jair Bolsonaro. O futuro mandatário do país foi taxativo ao afirmar que não recorreria ao "toma lá, dá cá", de acordo com o presidente eleito, em se tratando das negociações políticas com os congressistas.

Até o momento, o futuro governo do país tem ignorado os chamados "caciques" de siglas partidárias, além de buscar indicações nas denominadas "bancadas temáticas" do Congresso Nacional.

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