O futuro vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, concedeu nesta última quarta-feira, 21 de novembro, uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. O vice tratou de temas como a privatização da Petrobras e o caso do habeas corpus do ex-presidente Lula, julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Além do mais, enfatizou que durante o governo Bolsonaro terá o papel de coordenar o trabalho de todos os ministérios.

O vice de Bolsonaro foi questionado sobre a possibilidade do Brasil viver sob uma tutela de militares.

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Em relação a isso, o repórter da Folha relembrou declarações ditas pelo comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula pelo Supremo.

Na ocasião, Villas Bôas, através de mensagens falou sobre a questão da impunidade. Recentemente, o comandante disse que na véspera do julgamento as Forças Armadas estavam "no limite", dando referência a uma possível intervenção militar.

A Folha questionou o que poderia ocorrer caso o Supremo concedesse habeas corpus para Lula, impedindo que o político fosse preso.

No entanto, Mourão respondeu que as falas do comandante eram para mostrar que a concessão de habeas corpus poderia desatar um "mar de paixões" que não saberia até onde iria chegar.

Além do mais, o general Mourão disse que tudo o que poderia perturbar o desempenho dos Poderes constitucionais é algo que preocupa as Forças Armadas. Mourão ainda disse que se houver a possibilidade e dois lados começaram a digladiar na rua, as Forças Armadas é que seriam acionadas para combater o caos instalado.

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A libertação de Lula e o caos

Em relação a um possível caos resultante de uma possível libertação de Lula, Mourão se limitou a dizer: ''Não sabemos. Vamos ficar devendo essa". O general citou que está na Constituição o fato das Forças Armadas impedirem o caos no país. A pergunta foi referente à fala do comandante Villas Bôas que trouxe questionamentos sobre a possibilidade caos.

Sobre outra fala de Villas Bôas, que recentemente disse que temia que as Forças Armadas fossem politizadas, Mourão avaliou que este é um risco nulo de ocorrer.

Privatização da Petrobras

Um outro tema da entrevista foi a privatização da Petrobras. Mourão evidenciou sua opinião para o jornalista da Folha afirmando que a privatização seria objeto de mais estudos. Sobre a área de distribuição, o general enfatizou que há muitos problemas que chegam a ser "irracionais".

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