O general do Exército, Eduardo Villas Bôas, recentemente avaliou um risco de politização nos quartéis e sinalizou que o fato é preocupante. A fala sobre politização tem a ver com o futuro Governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Com isso, Villas Bôas quer estabelecer uma divisão entre governo e o Exército brasileiro.

No entanto, as declarações de Villas Bôas não compactuam com a opinião do vice-presidente eleito, General Mourão. Para o vice, não há nenhum tipo de risco de politização no próximo governo.

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Mourão se posicionou contrário as afirmações do chefe do Exército.

Durante entrevista para o portal Folha de S.Paulo, o comandante do Exército chegou a dizer que "interesses pessoais venham a penetrar" no âmbito do ambiente dos militares. No entanto, Mourão retrucou a questão, dizendo que não concorda com isso e que as Forças Armadas vão continuar desempenhando seu papel da mesma forma que sempre estiveram.

Bolsonaro é político

Comandante das Forças Armadas disse que há preocupação com a referência de Bolsonaro no Poder com a volta dos militares.

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O comandante do Exército avaliou que o presidente eleito é muito mais político que militar e que deve haver preocupação com interpretações.

Sobre a possibilidade de risco a democracia, Villas Bôas analisou que devido o voluntarismo do presidente eleito, isso está descartado.

'No limite'

Bôas declarou nesta semana um episódio em que os militares das Forças Armadas estavam "no limite". O general lembrou quando o Supremo Tribunal Federal (STF) ia julgar o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula.

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Jair Bolsonaro Governo

Na véspera do julgamento, Villas Bôas se manifestou através do Twitter e enfatizou a defesa dos militares contra a impunidade e o respeito a Constituição.

No entanto, a recente declaração do chefe do Exército foi de que os militares cogitaram uma intervenção militar a fim de proporcionar estabilidade caso a situação saísse da normalidade.

O STF negou recurso de Lula e o petista foi preso no dia 7 de abril. Lula é acusado de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Comandante deixará o Exército

Devido doença degenerativa, Eduardo Villas Bôas deixará de comandar as Forças Armadas no início do novo governo. Com dificuldades físicas, o general fala pausadamente e utiliza um respirador. O general falou também do papel dos militares na segurança pública e avaliou que a situação grave significa que haverá participação dos militares.

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