O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo ter agido no "limite" na véspera da votação de um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), em 3 de abril. Segundo o general, ele negou que isso fosse uma ameaça à Corte Suprema, mas, sim, uma preocupação com a impunidade que poderia tomar conta do país. De acordo com ele, é preciso prevenir do que remediar já que, caso o país entre num profundo caos, os problemas cairão no colo das Forças Armadas.

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Essa explicação do general foi feita após questionamentos sobre alguns dizeres relatados em sua conta do Twitter. No dia 03 de abril desse ano, véspera do julgamento do habeas corpus de Lula, ele disse que o Exército compartilha com os anseios da população e repudia a impunidade e o desrespeito à Constituição. O general também ressaltou que há uma atenção e alerta em relação aos cumprimentos das missões institucionais.

Na época, sua fala pegou mal para alguns e foi criticado até mesmo por alguns ministros do STF, como Celso de Mello, que achou as declarações violentas.

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Nessa entrevista atual, o general disse que os militares estavam no limite e poderia haver um descontrole, por essa razão, ele preferiu expôr o seu pensamento nas redes sociais e viu tudo como algo positivo.

Revolta do PT

O PT não gostou mais uma vez desse pronunciamento do general e repudiou com várias críticas. Em nota, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, disse que há gravidade nas confissões do general para impedir que o Supremo desse o habeas corpus a Lula.

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Lula Governo

O deputado Paulo Pimenta também ficou revoltado com a entrevista do Chefe do Exército e reagiu.

O deputado Ivan Valente (PSOL) também falou via Twitter e acredita que a publicação do general Villas Bôas nas vésperas do julgamento de Lula pressionou o Supremo para que não fosse dado o habeas corpus ao ex-presidente. Ele ainda afirmou que isso mostra que as Forças Armadas podem não cumprir os desígnios da Constituição.

Bolsonaro

Em relação a Bolsonaro, o general disse que ele não significa a volta dos militares ao poder. De acordo com Villas Bôas, o presidente eleito é mais político do que um militar.

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O comandante também, reiterou que existe uma preocupação do risco de polarização dos quartéis na esteira da eleição do capitão. Ele afirmou que deve haver uma divisão entre a instituição e o Governo de Bolsonaro, pois as coisas não podem se misturar.

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