Nesta última quinta-feira (1°), o juiz federal Sergio Moro confirmou que será ministro da Justiça no futuro Governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. No Rio de Janeiro, após visita à residência do político, Moro afirmou que aceitou o convite e estará à frente de um superministério, tendo controle até da Polícia Federal.

O juiz da Lava Jato ganhou grande notoriedade na mídia quando passou a condenar nomes da alta sociedade brasileira, incluindo políticos e empresários.

O condenado que mais chamou atenção foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Lula está na cadeia desde 7 de abril deste ano. O petista foi apontado como o chefe de uma organização criminosa e responde em vários inquéritos. Assim como Lula, outros nomes do Partido dos Trabalhadores também se encrencaram na Justiça, entre eles os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu.

Segundo a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, quando Lula soube que Moro foi nomeado para o ministério da Justiça, ficou "indignado". Hoffmann disse que Lula "passa bem", porém não gostou de saber que seu algoz assumirá um alto cargo durante o governo do presidente eleito Bolsonaro.

Na ocasião, Lula ainda teria dito: "Ao invés de apresentar provas contra mim, aceita ser ministro". Com isso, a presidente do partido disse que estão avaliando medidas jurídicas conforme posicionamento de Moro.

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Jair Bolsonaro Sergio Moro

Ou seja, o PT agora tentará um habeas corpus na Justiça alegando "suspeição" do juiz de Curitiba. Além do mais, acrescentarão mais informações na ação que protocolaram contra o juiz no Conselho Nacional da Justiça (CNJ).

Defesa de Lula

Os advogados do condenado pela Lava Jato afirmaram que a decisão de Moro em ser ministro teria confirmado o fato de que o juiz agiu parcialmente ao julgar Lula. A defesa bate na tecla de que Lula foi condenado sem provas e que Moro agiu politicamente sobre a questão.

O advogado Cristiano Zanin Martins avaliou que medidas cabíveis tanto no âmbito nacional e internacional serão tomadas para que Lula tenha um julgamento "justo, imparcial e independente".

Lula está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Na cadeia, o petista recebe visita de seus aliados. Durante campanha eleitoral, Lula deu conselhos ao petista Fernando Haddad, que estava disputando com Bolsonaro a Presidência da República.

Bolsonaro acabou vencendo o petista por ampla vantagem, chegando a ter mais de 57 milhões de votos.

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