A juíza Gabriela Hardt se tornou substituta de Sergio Moro após o ex-juiz federal pedir exoneração no cargo para assumir o Ministério da Justiça no futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. A magistrada toma conta dos processos envolvendo as investigações da Operação Lava Jato, incluindo o processo do sítio de Atibaia, que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta última quarta-feira, 21 de novembro, Hardt informou que estará à frente dos processos da Lava Jato até o final de abril.

Publicidade
Publicidade

A juíza poderá proferir sentença sobre o sítio em Atibaia e a suposta compra de um terreno pela construtora da Odebrecht para a construção do Instituto Lula.

Ainda na quarta-feira (21), a juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba definiu prazos e alegações finais sobre o processo do sítio. A decisão da juíza define que o Ministério Público Federal (MPF) terá nove dias para se manifestar a partir do dia 30 de novembro. No entanto, a Petrobras, também envolvida no processo do Sítio em Atibaia, terá o prazo de dois dias, contando entre a data de 11 e 12 de dezembro.

Ao que tudo indica, o avanço do processo e as datas estabelecidas para manifestação mostram que a sentença final só sairá no ano que vem.

Lula é réu em ações penais, o processo que responde se refere a reformas realizadas em um sítio em Atibaia, interior de São Paulo. O petista depôs no dia 14 de novembro a Gabriela Hardt.

Hardt nega pedido da defesa

A juíza negou pedido da defesa de Lula por novas diligências. Com isso, estabeleceu os prazos para alegações finais.

Publicidade

Lula já foi condenado pelo tríplex, em 12 anos e um mês de prisão. Agora, o petista aguarda a sentença sobre o sítio. Lula está preso desde o dia 7 de abril, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Defesa questiona Gabriela Hardt no comando do processo de Lula

Nesta última semana, a defesa do petista questionou a condução da juíza Gabriela Hardt no processo. Segundo a defesa, Hardt não pode sentenciar Lula, pois ela é substituta na 13ª Vara Federal de Curitiba e apenas um concursado definido é quem poderia agir.

A defesa alegou que Hardt não tem competência para julgar o ex-presidente preso.

‘’Após a vinda dessa informação aos autos, requer-se seja aberta nova vista à Defesa a fim de verificar eventual situação de incompatibilidade, impedimento ou suspeição do(a) magistrado(a) que irá julgar o feito’’, alegou a defesa em petição protocolada.

Leia tudo