O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin encaminhou nesta terça-feira (6) despacho à 2ª Turma do Supremo para análise do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a anulação do processo do tríplex em Guarujá e a liberdade do petista. Entre as justificativas dos advogados do petista, está o "sim" do juiz federal Sergio Moro ao convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça.

De acordo a defesa de Lula, o juiz agiu em desfavor ao ex-presidente, deixando de lado a imparcialidade da jurisdição. A defesa ainda destacou que Moro mantinha contato com a alta cúpula do presidente eleito Jair Bolsonaro, dando a entender que a condenação de Moro não passou de um ato político contra o petista.

Após ser condenado em 2ª instância, o ex-presidente Lula não poderia mais se candidatar à Presidência da República, pois estaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Com isso, a defesa classificou a ação de Moro como "um projeto político de oposição ao ex-presidente".

As reações contra a soltura do ex-presidente condenado

Após o pedido, internautas foram às redes sociais protestar contra a liberdade do petista. Muitos destacam o fato de Lula ter sido condenado em duas instâncias da Justiça. Outros internautas ainda chamaram o ex-presidente de "oportunista", classificando a justificativa do advogado de defesa como "pífia e sem cabimento".

Com a hashtag "LulaNaCadeia", muitos internautas demonstraram indignação, relembrando que a justificativa da defesa de Lula já tinha sido negada pelo STF anteriormente.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Sergio Moro Lula

Outros usuários da rede chamaram a ação de Fachin de "manobra política", afirmando que não será aceita pelo povo. Além disso, os internautas começaram a cobrar uma "Corte séria" e que arque com seus compromissos perante a lei.

A resposta de Moro após acusação de parcialidade

Para o advogado do ex-presidente, Moro agiu com parcialidade e, após o juiz aceitar o convite de Bolsonaro para se tornar ministro da Justiça, a defesa alega que tenha havido interesses políticos.

Ao se defender das acusações da defesa do ex-presidente, Moro classificou as acusações como "álibi falso de perseguição política". O futuro ministro da Justiça de Bolsonaro negou interesse político quando condenou o petista. Moro ainda afirmou que a condenação de Lula não tinha nada a ver com sua futura nomeação.

"Isso não tem nada a ver com o processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi condenado e preso porque ele cometeu um crime, e não por causa das eleições", afirmou em coletiva de imprensa na tarde de terça-feira (6).

Caberá agora ao ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Segunda Turma, marcar uma data para o julgamento.

Leia também

Defesa de Lula faz novo pedido de liberdade ao STF e alega parcialidade de Moro

Com Cármen Lúcia, Segunda Turma do STF vai julgar novo pedido de liberdade de Lula

Moro rebate suspeitas levantadas pelo PT sobre prisão de Lula

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo