Nesta quarta-feira (31), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha esteve prestando esclarecimentos ao juiz Sérgio Moro na capital do Paraná. Interrogado, Cunha negou a acusação de que tenha recebido propina na petrolífera brasileira da Petrobras por meio de contratação de navios-sonda. A acusação partiu da força-tarefa da megaoperação policial da Lava Jato.

Logo no início do depoimento, Moro questionou Cunha com relação ao acerto de corrupção envolvendo contratos na petrolífera, perguntado pelo juiz se a acusação do MPF - O Ministério Público Federal, era falsa ou verdadeira, Cunha respondeu que era falsa.

Cabe lembrar que Moro, (até o presente momento desta publicação), é o atual responsável por andamentos em processos do âmbito da Lava Jato, em 1ª instância.

O G1 informou que neste processo, suspeita-se que Cunha tenha recebido US$ 5 milhões de dólares em contratos provenientes de construção de navios-sonda.

Solange Almeida, ex-deputada filiada do PMDB, então 'Movimento Democrático Brasileiro' o MDB, assim como Cunha, também é ré no processo.

Elaboração de regimentos e transferência de dinheiro com Solange

Segundo informações dispostas, em denúncia, o MPF aponta Solange Almeida como a responsável por pressionar o pagamento das propinas.

Para isto eram necessários dois requerimentos a CFF, Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

O então questionamento de Moro a Cunha também teve relação nesta acusação, no entanto o ex-presidente da Câmara dos deputados negou ter elaborado os dois regimentos apresentados por Solange, que na ocasião era deputada.

Suspeitos do MPF são réus

Em suma, a máxima era que a deputada teria apresentado os referidos regimentos na Comissão (CFFC).

Eduardo Cunha não só negou as acusações voltadas contra ele, como também quaisquer conversas com Solange sobre os requerimentos citados.

Segundo o ex-presidente da Câmara, o relacionamento entre eles era normal, Cunha alegou ainda não ter ocorrido nenhuma transferência de dinheiro entre eles.

Clima tenso entre advogado de Cunha e Moro

Moro questionou a conduta de um dos advogados de Eduardo Cunha, que ao seu ver, o estava indeferindo com seu comportamento.

O juiz perguntou se o advogado estava querendo lhe ensinar sobre o que podia e o que não podia perguntar.

Contrapondo, o advogado de Cunha alegou apenas estar levantando "questões de ordem".

Após o ocorrido, Moro disse que não tinha mais perguntas a fazer, acrescentou que era inviável interrogar Cunha, já que segundo ele, a defesa interferia a todo momento. O MPF também interrogou.

Solange também foi interrogada, mas preferiu ficar em silêncio.

Contestações da defesa e o processo do MPF

A defesa de Cunha também apresentou suas contestações para a defesa de seu cliente.

Preso desde 2016, o ex-presidente da Câmara dos deputados responde na Justiça por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ação do juiz Sério Moro, lá consta também o crime de evasão de divisas.

Ainda no processo movido contra Eduardo Cunha, o MPF apontou que o ex-deputado teria lucrado (ele e demais envolvidos), US$ 15 milhões pela contratação de navios-sondas, entre 14 de junho de 2006 e outubro de 2012.

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