O presidente eleito Jair Bolsonaro estará em Brasília pela primeira vez desde que venceu as eleições presidenciais com mais de 57 milhões de votos. O capitão reformado foi para a sessão solene de homenagem aos 30 anos de Constituição. Em Brasília, segundo informações do portal Exame, as primeiras missões de Bolsonaro estão na reunião com o presidente Michel Temer e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Nesta última segunda-feira (5), em entrevista para a Band, o presidente eleito disse que vai pedir a Toffoli para que "trabalhem juntos". Bolsonaro citou que não adianta trabalhar para a aprovação de um projeto e quando chegar ao Supremo, os ministros da Corte derrubarem a decisão.

Na entrevista, Bolsonaro fez referência ao polêmico projeto batizado de Escola Sem Partido, que visa à condução em sala de aula, barrando a "doutrinação" política e sexual.

Por outro lado, estudiosos afirmam que isso causará censura contra professores. O projeto está em tramitação na Câmara desde 2014. O Escola Sem Partido poderá ser ponto de atrito entre Bolsonaro e o presidente do Supremo.

O Supremo votou recentemente e considerou ilegal a ação de polícia em universidades. Na ocasião, a Corte mandou um recado sobre projetos que cerceiam professores, demonstrando que esses projetos podem ser barrados pelos ministros.

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Jair Bolsonaro Governo

Além do mais, a ministra Cármen Lúcia e ex-presidente do Supremo disse que a sociedade não poderia recuar de direitos sociais já conquistados. Com isso, concluiu afirmando que o Brasil estaria vivendo uma mudança "perigosamente conservadora".

Outros temas

Bolsonaro foi até Brasília para procurar Dias Toffoli e esclarecer temas polêmicos. Segundo o site BR18, do Grupo Estado, um dos pontos que será discutido são formas de encarar a Segurança no Brasil.

Na entrevista à Band, Bolsonaro afirmou ter a pretensão de oferecer garantia ao policial que matar alguém, para que o mesmo não seja acusado de "excesso de legítima defesa".

Em resumo, o presidente eleito disse: "Se eu atirar, eu posso ir para a cadeia. Se não atirar, posso ir para o cemitério." Bolsonaro considerou que essa dúvida deve ser sanada.

Time de transição

Na última segunda-feira (5), Bolsonaro anunciou o time de transição de 27 pessoas.

No time, 22 nomes foram nomeados por Bolsonaro e os outros por Michel Temer. Alguns dos escolhidos foram: Paulo Guedes, o astronauta Marcos Pontes e o general Augusto Heleno.

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