O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi interpelado nesta terça-feira, dia 13, por alguns jornalistas e concedeu breves entrevistas aos presentes. Um dos questionamentos fazia referência ao cargo de futuro Ministro das Relações Exteriores, cargo que ainda está em aberto na agenda do novo presidente. O jornalista em questão questionou Bolsonaro se o candidato ao cargo seria homem ou uma mulher.

A resposta do presidente se limitou, primeiramente, a um "tanto faz", referindo-se ao fato de que não distinguiria a função pelo gênero.

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Logo em seguida, complementou sua resposta. "Pode ser gay também, você é voluntário ou não?", comentou o presidente. Diante do questionamento, o jornalista afirmou que não é um diplomata de carreira, e, portanto, não poderia compor o corpo do Ministério como é de desejo do presidente.

Jair Bolsonaro tem batido na tecla de que pretende nomear ao cargo-chefe do Ministério das Relações Exteriores algum diplomata de carreira. Ainda complementando a questão, o presidente comentou sobre a possibilidade de o anúncio ocorrer até amanhã, dia 14, quarta-feira. Além disso, ainda reforçou que o convite está bastante maduro, e reafirmou que deseja alguém do quadro do Itamaraty para compor o cargo.

Jair Bolsonaro que 'ministro que dê conta do recado'

Durante a campanha eleitoral e em meio a uma transmissão ao vivo feita através de seu canal oficial no Facebook, o atual presidente - na época candidato -, comentou que, na visão dele, o Brasil [referindo-se ao povo brasileiro] não deseja saber se o ministro será branco, negro, homem, mulher ou gay, mas quer que o chefe da pasta seja um "ministro que dê conta do recado". Ainda rechaçou que o povo deseja, acima de tudo, competência de quem exerça o cargo.

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Sob possibilidade de anúncio do futuro Ministro das Relações Exteriores, Jair Bolsonaro já começa a ter seu governo formado. Ao todo, sete dos 15 Ministérios prometidos em seu plano de governo já estão ocupados, sendo estes:

  • Paulo Guedes, do Ministério da Economia;
  • Onyx Lorenzoni, da Casa Civil;
  • Sérgio Moro, da Justiça e da Segurança Pública;
  • General Augusto Heleno, da Segurança Institucional GSI
  • Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia;
  • Tereza Cristina, da Agricultura;
  • General Fernando Azevedo e Silva, da Defesa;

Em menção hoje, Jair Bolsonaro confirmou que a pasta referente ao Ministério do Trabalho será mantida, e não mais extinta como anteriormente mencionado.

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