Após uma série de recuos quanto à escolha do futuro ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez ocupará o cargo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22), via Twitter, pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. Seguindo as palavras do próprio Bolsonaro, Rodriguez possui não apenas um vasto currículo acadêmico, mas também é autor de mais de 30 obras. Atualmente se encontra como professor da Escola de Comando do Estado Maior do Exército.

O futuro ministro não nasceu no Brasil, mas em Bogotá, na Colômbia.

Em publicações nas redes sociais havia sido indicado para o Ministério da Educação por Olavo de Carvalho, de quem o colombiano é amigo.

A problemática toda ao redor de quem seria indicado para o ministério da Educação se deu após alvoroço envolvendo a bancada evangélica, bancada esta da qual se vale de algum prestígio para com o presidente eleito, visto que a mesma o apoiou durante período de campanha.

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Jair Bolsonaro Educação

O pivô dos desentendimentos ocorreu com a possibilidade do diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves, ser o novo ministro da pasta. Mozart não se mostrava tão afeito ao projeto do Escola Sem Partido e demais pautas caras à bancada evangélica.

Olavo de Carvalho, em sua página no Facebook, criticou a possibilidade do diretor do Instituto Ayrton Senna para o MEC, alegando que o mesmo era favorável à ideologia de gênero.

Voltando ainda a falar de Ricardo Rodriguez, este possui ampla experiência na área filosófica, tendo ampliado seus estudos nas mais diversas áreas da disciplina (incluindo teologia), com maior ênfase em história da filosofia. Dentre os temas que estão dentro do seu escopo atual de atuação, é possível destacar: estudo do pensamento luso-brasileiro, filosofias nacionais e liberalismo (vale destacar que o Ricardo escreveu um artigo extenso a respeito do MST, criticando-o enquanto movimento ideológico).

Mesmo que não tenha nascido em terras brasileiras, Rodríguez, como naturalizado, não teria problemas em assumir a pasta para a qual foi designado. Segundo a lei, são privativos do brasileiro nato apenas os cargos de presidente e vice da República, presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ministro do STF, cargos da carreira diplomática e de oficiais das Forças Armadas.

Em seu blog, o professor Rodríguez afirma que enxerga o MEC como uma possibilidade para recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço do povo, e não mais como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos.

Assim como os demais ministros de Bolsonaro, o professor colombiano parece prezar para a desburocratização da máquina estatal, o que é ressaltado em várias de suas obras.

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