A deputada estadual recém-eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo, jurista Janaína Paschoal, se manifestou a respeito de críticas feitas por setores do Partido dos Trabalhadores (PT), em relação à nomeação do juiz federal Sérgio Moro, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, que se inicia no próximo ano. A advogada e jurista se destacou durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT.

Durante aquele período, Janaína atuou juntamente com o jurista Miguel Reali Júnior, na preparação da tese e autora da peça jurídica que culminou no afastamento definitivo da ex-mandatária petista.

Após toda a repercussão da escolha e aceitação do juiz Sérgio Moro como super ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, a jurista que foi eleita deputada estadual pelo PSL do mandatário eleito respondeu às críticas contra a nomeação do magistrado da Lava Jato, por meio de manifestação em seu perfil oficial da rede social do Twitter.

Convite natural a Sérgio Moro

A advogada e jurista Janaína Paschoal recebeu mais de 2 milhões de votos e se elegeu para a próxima legislatura, se tornando a deputada estadual mais votada do país, além de se firmar como uma das principais aliadas do presidente eleito Jair Bolsonaro. Janaína afirmou que considera "natural" o juiz Sérgio Moro integrar a equipe ministerial do governo Bolsonaro.

A advogada defendeu Moro, em relação às críticas recebidas, ao afirmar que "com todo respeito inerente à divergência, não faria nenhum sentido dizer que o fato de uma autoridade pública receber um convite, tornaria essa mesma autoridade suspeita, já que o juiz Sérgio Moro que possui seu trabalho reconhecido internacionalmente".

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Sergio Moro

Ao se expressar em sua conta oficial no Twitter, a magistrada escreveu posteriormente, que "tantas vezes o juiz Sérgio Moro havia sido chamado até de 'tucano' e a partir desse momento, querem fazer crer que o mesmo seria bolsonarista desde criancinha". A jurista Janaína concluiu seu pensamento, ao escrever que "a situação seria tão ridícula, que sequer precisaria argumentar a respeito disso". A jurista reconheceu ainda, que o juiz Sérgio Moro fez todo o esforço de abandonar a magistratura para trabalhar em benefício de um novo Brasil e que idealismo realmente existe, segundo o que escreveu a jurista e advogada.

Vale ressaltar que o juiz Sérgio Moro foi responsável em primeira instância, pelas investigações da força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história do país, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O magistrado paranaense foi o titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Dentre os presos mais "famosos" da Lava Jato, está o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal, sentenciado pela prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por meio de recursos ilícitos oriundos do mega escândalo de corrupção da Petrobras.

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