O futuro ministro da Defesa do Governo de Jair Bolsonaro, Fernando Azevedo e Silva, concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Na entrevista, Azevedo e Silva deixou claro que as Forças Armadas [VIDEO] estão "vacinadas" em relação à política do Brasil.

O general foi assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli, e afirmou acreditar que as Forças Armadas não estão "coladas" em Bolsonaro, que é capitão reformado e presidente eleito do Brasil.

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Na entrevista, Azevedo e Silva foi questionado da recente tentativa do Exército em não vincular a imagem da instituição com o futuro governo. No entanto, o general respondeu que não há necessidade de isso acontecer, pois as Forças Armadas não estão, de forma alguma, vinculadas à imagem de Jair Bolsonaro, mesmo que o presidente tenha sido um militar da instituição.

O portal também falou sobre diversos temas, e relembrou a fala do filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, quando, em um episódio polêmico, disse que para fechar o Supremo era necessário apenas "um soldado e um cabo". O futuro ministro da Defesa respondeu prontamente que isso era assunto encerrado e foi falado dentro de um contexto em específico.

Fala de Villas Bôas na véspera do julgamento do hc de Lula

Recentemente, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, declarou à Folha ter agido "no limite" quando publicou no Twitter mensagens na véspera do julgamento no STF de um habeas corpus do ex-presidente Lula, em 3 de abril. Na ocasião, o militar afirmou que repudia "a impunidade" e que o Exército estava "atento às suas missões institucionais", dando margem a interpretações de um possível apoio a uma intervenção militar.

No entanto, a decisão dos ministros foi contrária ao pedido da defesa de Lula e o habeas corpus negado. Com isso, no dia 7 de abril, Lula foi preso pela Polícia Federal.

General Azevedo e Silva contou que Eduardo Villas Bôas não quis dizer que o Exército [VIDEO]iria agir. Para ele, a fala do comandante não remete a uma possível intervenção militar. "Villas Bôas é um democrata, sabe o papel do Estado, da importância do Judiciário", disse.

O jornal ainda perguntou o que aconteceria se tivesse ocorrido outro resultado no julgamento do Supremo, fazendo com o que habeas corpus de Lula fosse aceito e impossibilitasse a ida do político para a cadeia. General Azevedo e Silva rebateu, salientando que isso não aconteceu.

O comandante do Exército disse que a fala se deu pelo momento crítico que o país estava vivendo. Na época, o general não agradou os ministros da Corte.

Governo Bolsonaro

O futuro governo de Jair Bolsonaro conta com alguns ministérios já definidos. General Augusto Heleno (GSI), Azevedo e Silva (Defesa), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores).