A juíza substituta Gabriela Hardt voltou a fazer críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ele dizer durante seu interrogatório que o ex-juiz Sergio Moro seria amigo do doleiro Alberto Youssef. A juíza deu despacho, nesta quarta-feira (21), sobre as últimas análises da ação penal do sítio de Atibaia. Gabriela entrou no lugar do ex-magistrado após ele aceitar convite feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para chefiar os ministérios da Justiça e da Segurança Pública, que ficarão na mesma pasta neste novo governo.

De acordo com a juíza, a defesa do ex-presidente Lula tenta a todo momento "tumultuar" o processo. Os advogados pediram "acesso absoluto" a interceptações telefônicas que envolveram o doleiro Alberto Youssef.

Alberto Youssef é peça-chave para o avanço da Lava Jato, já que ele, em depoimento, contou os escândalos de corrupção em que estava envolvido. Alguns anos antes, ele chegou a ter um acordo de delação homologado por Moro no caso do Banestado, entretanto, continuou nos crimes, e o então juiz decidiu quebrar o pacto feito.

Em seu interrogatório à juíza, o ex-presidente Lula questionou a razão de se colocar suspeitas em indicações de pessoas a Petrobras e falou que isso deve ser por causa da amizade de Moro com Youssef.

Gabriela Hardt não gostou de ouvir isso do ex-presidente e o repreendeu. Lula insistiu e afirmou que estava "constatando um fato". A juíza rebateu e disse que Moro não é amigo de Youssef e acabou encerrando a discussão.

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Lava Jato Sergio Moro

Intenções de Lula segundo a juíza

Conforme seu despacho desta quarta, a juíza voltou nesse assunto e afirmou que a menção a Youssef no interrogatório de Lula foi apenas para tumultuar e as afirmações de Lula sobre isso são falsas.

Gabriela apontou que o propósito de Lula e dos seus advogados é tentar causar a suspeição do juiz que a antecedeu. No entanto, ela lembra que cortes superiores já foram acionadas e ninguém viu nada de equivocado no julgamento realizado por Moro.

Defesa do petista

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que o seu cliente tem o direito de saber sobre elementos sigilosos que possam reforçar a tese na qual defende. Segundo ele, Lula é vítima de uma perseguição política que envolve o Judiciário.

Zanin também voltou a criticar Moro afirmando que ele foi parcial nos julgamentos e disse que isso será analisado pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Para o advogado, o seu cliente não está tendo um julgamento justo.

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