Nesta segunda-feira (5), dois ex-funcionários da Odebrecht foram interrogados pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro. Réus no processo do sítio de Atibaia, que investiga se Lula recebeu propina através de reformas e da aquisição da propriedade, tanto Carlos Armando Paschoal quanto Emyr Diniz Costa Júnior ratificaram aquilo que já haviam dito na delação. No processo, é apurado se houve propina em troca de favores não só à Odebrecht como também à OAS em contratos com a petrolífera Petrobras.

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As investigações apontam que o começo das obras ocorreram quando Lula ainda era presidente da República.

Cabe destacar que, segundo as investigações da força-tarefa da Lava Jato, o sítio de Atibaia não está no nome de Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, consta que a família do ex-presidente usufruia da propriedade.

Reformas

Primeiro a ser interrogado, Emyr Diniz afirmou que seu superior, o engenheiro Carlos Armando Paschoal (também réu no processo), chamou-o ao escritório pedindo a indicação de um engenheiro de confiança para que este fizesse uma reforma no sítio de Atibaia.

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Lava Jato Lula

No interrogatório, Diniz reafirmou que a tal reforma incluiu a construção de uma casa para os seguranças da equipe do ex-presidente Lula, bem como suítes, duas áreas de depósitos para adega, sauna, quarto de empregada, conserto da piscina e um campo de futebol que estava incompleto.

Diniz contou que não sabia da existência do Departamento de Operações Estruturados da empreiteira. No início, o custeio do valor das obras era de R$ 500 mil, passando para R$ 700 mil.

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Ele disse que uma funcionária ficava responsável pelo solicitação desses valores.

Ainda de acordo o engenheiro, após o término das obras ele se encontrou com Roberto Teixeira, advogado e amigo de Lula, para regularizar a situação.

Pedido

O segundo a ser interrogado foi Carlos Armando Paschoal, que disse ter sido procurado por um diretor para dar apoio a um pedido de ajuda na reforma de uma casa em Atibaia, a mesma que seria usada pelo então ex-presidente.

Carlos contou que Emyr ficou encarregado da obra, apesar disso, não souberam dizer se existe relação entre as obras no sítio de Atibaia e os contratos suspeitos entre as empreiteiras e a Petrobras.

Na delação e no depoimento, Emyr disse que precisou de mais dinheiro e que a quantia foi desautorizada.

Acordo

Ex-dirigentes da empreiteira, Emyr e Carlos fizeram um acordo com a PGR para relatar irregularidades da construtora em troca de redução eventual na pena, já que são réus no processo que envolve o sítio em Atibaia.

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Neste ano, no mês de abril, o STF determinou a retirada de trechos feitos pelos relatores da Odebrecht. A maioria dos ministros entendeu não haver relação entre o conteúdo e as investigações da Petrobras.

Entretanto, como são réus, ambos puderam ser questionados no tocante as obras.

Citados

A defesa de Lula, por sua vez, declarou que as delações são direcionadas contra o ex-presidente, segundo eles, a mesma sugestiona que os delatores estejam seguindo um roteiro traçado pelos procuradores, a defesa usa da premissa de que os mesmos podem perder benefícios da Odebrecht.

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Sob a afirmação do não reconhecimento por parte dos delatores no que tange a atos ilegais por parte de Lula, a defesa do petista alega que o mesmo não recebeu qualquer vantagem indevida.

Para Roberto Teixeira, advogado há 45 anos, há uma clara intenção de criminalizar a advocacia. Ele ressaltou sempre se pautar pela conduta na ética e na legalidade.

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