O juiz federal Sergio Moro deixou o cargo de magistrado para chefiar os Ministérios da Justiça e da Segurança Pública no futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL), entretanto, isso não impede da Operação Lava Jato de continuar firme nos interrogatórios que envolvem a ação penal do sítio de Atibaia, pelo qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber propina para facilitar contratos vantajosos e fraudulentos de empreiteiras com a Petrobras.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, em seu blog na Veja, o alto comando do PT vê a segunda condenação de Lula muito próxima.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, o líder do PT recebeu uma reforma no sítio, atribuído a ele, para compensar um esquema irregular de contratos com a estatal petrolífera. Estariam envolvidas nessas irregularidades a Odebrecht e a OAS.

A defesa de Lula afirma que o sítio não é dele e que o ex-presidente ia ao local apenas nos finais de semana, já que era de propriedade de um amigo, Jacó Bittar.

No entanto, investigadores não concordam com isso e afirmam que o sítio pertencia a família de Lula.

O alto comando do PT vê uma situação complicada para o ex-presidente. Eles precisam urgentemente provar que Lula não tem nada a ver com isso e querem que o processo seja cancelado. Para isso, uma das soluções encontradas pelo partido é tentar suspender a ação penal em instâncias superiores, provando que Moro não foi imparcial nas suas decisões.

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Lava Jato Lula

Contudo, na cúpula do PT, existe apenas uma dúvida: qual seria a data da nova condenação. Alguns acreditam ainda nesse ano, outros acham que será no ano que vem.

Juíza responsável pelo caso

Com a saída de Moro da Lava Jato, a juíza substituta, Gabriela Hardt, terá a responsabilidade de continuar os interrogatórios e colher os depoimento do ex-presidente Lula no dia 14 de novembro. Conforme informações, ela também é considerada "mão pesada".

A juíza ainda ouvirá depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht e do amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai. O ex-presidente da OAS também dará seu depoimento. Ele já admitiu que tratou de todas as reformas com o petista.

Segunda condenação

Lula já cumpre na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, uma pena de 12 anos e 1 mês em regime fechado. Entretanto, esse processo do sítio pode levar Lula a um segunda condenação.

A defesa dele disse que o local foi usado apenas para armazenamento do acervo presidencial.

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