O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com total indignação ao saber que o juiz federal Sergio Moro foi nomeado como ministro da Justiça pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), segundo a senadora Gleisi Hoffmann. Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, após ter sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, diante de investigações conduzidas por Moro e sua equipe.

Nesta quinta-feira (1°), Lula recebeu a visita da senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e do ex-ministro Aloizio Mercadante.

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Segundo os visitantes, o ex-presidente teria ficado irritado com a notícia e afirmado que isso prova que ele estava certo em relação a ser vítima de um processo político.

De acordo com Gleisi, Lula está firme, mas muito indignado com a atitude de Moro em aceitar o convite de Jair Bolsonaro para chefiar os Ministérios da Justiça e da Segurança Pública. Lula teria dito que Moro deveria apresentar uma prova contra ele e não aceitar ser ministro. Segundo o condenado, o juiz da Lava Jato o julgou por motivação política e o condenou sem um fato concreto.

Na visão da presidente do PT, Moro ser ministro de Bolsonaro é um escândalo mundial. Para ela, o Brasil, está vivendo um vexame no campo jurídico, o que se torna algo péssimo para o Judiciário brasileiro. Ela criticou o magistrado responsável pela Lava Jato e afirmou que ele impediu que Lula fosse candidato. Além disso, de acordo com ela, jogou na imprensa trechos da delação do ex-ministro Antonio Palocci, que envolviam Lula, apenas para conturbar as eleições e prejudicar o PT.

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Vale ressaltar que a divulgação foi feita dias antes da votação do primeiro turno.

Gleisi chegou a dizer que todas as ações do juiz supostamente contra o PT seria já pensando nesse cargo que ele teria no governo de Bolsonaro.

Medidas a serem tomadas

Conforme relatos da senadora, os advogados de Lula entrarão com uma série de recursos nos tribunais superiores para questionar a imparcialidade do juiz. Ela disse que isso tudo é um escândalo.

Outro ponto que será levantado em questão pela defesa do petista, é que suspeita-se que os áudios divulgados da conversa de Dilma Rousseff com Lula, sobre a sua indicação para ministro, já teria base nas articulações visando esse momento de hoje.

PF

Enquanto isso, o presidente da associação dos delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, acredita que Sergio Moro deixará um legado importante quando sair do Ministério da Justiça. Segundo ele, Moro proporcionará um fortalecimento das instituições favorecendo que elas realizem o trabalho independentemente de quem estiver lá.

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