Seguindo com sua iniciativa de redução dos ministérios, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou nesta quarta-feira (7) que o Ministério do Trabalho, criado há 88 anos, deixará de existir e será incorporado a outra pasta, porém, sem mencionar qual.

A declaração foi dada logo após ele sair de um almoço oferecido pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o qual também contou com a presença do juiz Sergio Moro, que está em período de férias.

Em meio às especulações sobre sua extinção, o Ministério do Trabalho emitiu uma nota oficial a qual defende sua manutenção, dentre outras coisas, afirmando que o futuro do trabalho precisa “de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva”, e ainda ressaltou que nos últimos meses a pasta vem recebendo melhorias. Cabe ao Ministério do Trabalho, dentre outras funções, gerar políticas e diretrizes para a geração de emprego, além de participar da elaboração das propostas salariais, e fiscalizar os postos de trabalho.

Mudança na defesa e Banco Central

Bolsonaro também anunciou que o general Augusto Heleno não será mais o Ministro da Defesa. O militar será deslocado para a função de ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

O presidente eleito afirmou ainda que a pasta da Defesa será comandada por um general-oficial de quatro estrelas, sem, no entanto, revelar de qual das Forças virá esse ministro, apenas informando que o nome “está engatilhado”.

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Jair Bolsonaro Vagas

Bolsonaro reafirmou ainda que um diplomata de carreira deverá assumir o Ministério das Relações Exteriores.

O presidente eleito também respondeu a questionamentos a respeito de quem será o presidente do Banco Central, função atualmente desempenhada por Ilan Goldfajn. Sobre o assunto, Bolsonaro disse que antes era necessário ter uma conversa com Paulo Guedes, que será seu Ministro da Economia, e, se for o caso, com o próprio Ilan. Também ficará com Guedes a decisão sobre a manutenção Ivan Monteiro na presidência da Petrobras.

Diplomação

De acordo com informações passadas pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), a diplomação de Jair Bolsonaro deverá acontecer no dia 11 de dezembro. No dia seguinte, o presidente eleito será submetido por um procedimento cirúrgico, ainda por conta da facada que levou há dois meses, em Juiz de Fora, durante a campanha eleitoral.

Para cumprir esses prazos, o TSE pediu para que o PSL e também o presidente eleito antecipem em cinco dias as prestações de contas de campanha.

O prazo final é 17 de novembro.

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