O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux caracterizou como excelente escolha da nomeação do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça. Segundo o magistrado, Moro seria a escolha da sociedade brasileira, caso fosse consultada.

Luiz Fux avaliou que Moro colocará sua marca no Ministério da Justiça. Marca essa que exprime o combate a corrupção e lavagem de dinheiro defendida pela Lava Jato, operação coordenada pelo juiz em Curitiba.

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Fux salientou que Moro irá contemplar a independência da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Judiciário brasileiro. Sergio Moro é o "símbolo da probidade e competência", avaliou o ministro.

Convite aceito

Nesta última quinta-feira, 1° de novembro, o juiz federal de Curitiba foi até o Rio de Janeiro, na residência do presidente eleito Jair Bolsonaro. O objetivo de Moro foi dar os últimos ajustes e confirmar a participação no Governo Bolsonaro.

Após a conversa, o juiz disse que o convite foi aceito e ele estará assumindo o superministério. Na ocasião, Moro também esteve ao lado do economista de Bolsonaro, Paulo Guedes.

A justificativa do juiz federal em aceitar o convite foi pela possibilidade implantação de uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado. Esses também eram os requisitos de Moro para aceitar o ministério.

Outro fato que chama atenção, é que Bolsonaro já sinalizou que deseja que Sergio Moro se torne ministro do Supremo Tribunal Federal.

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Com isso, a forma mais "fácil" do juiz chegar ao mais alto cargo do judiciário brasileiro é se tornando, primeiramente, ministro.

A aposentadoria de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello deixarão duas vagas livres no Supremo. Bolsonaro, durante seu mandato, terá que indicar dois nomes para assumir as cadeiras.

Juiz da Lava Jato

Moro ganhou notoriedade pela sua forma de conduzir a maior operação anticorrupção do Brasil, a Lava Jato. O juiz colocou na cadeia grandes nomes da sociedade, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena desde o dia 7 de abril.

Além do mais, Moro foi prestigiado em outros países devido à Lava Jato. Nesta quinta-feira, houveram também críticas com a aceitação do juiz para o ministério, alguns políticos apontaram que Moro agiu de forma parcial na condenação de Lula e a aceitação do cargo "comprovaria" isso.

Bolsonaro prepara sua agenda para colocar em prática em janeiro, quando subirá a rampa do Palácio do Planalto.

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