O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou, nesta quinta-feira (1°), que a decisão do juiz federal Sergio Moro de aceitar o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para chefiar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública deve ser respeitado por todos. Segundo o ministro, isso não abre nenhuma brecha para que todas as decisões de Moro nas investigações da Operação Lava Jato sejam contestadas.

As queixas estão vindo do Partido dos Trabalhadores, que quer Lula livre da cadeia e afirma que Moro julgou o ex-presidente de uma forma parcial.

De acordo com Marco Aurélio, não se pode utilizar esse tipo de mudança de cargo para que todas a ações dele sejam questionadas por réus, condenados, advogados e outros. Ao saberem do convite aceito por Moro, petistas ressaltam que Lula é um preso político e foi prejudicado pelo juiz da Lava Jato.

O ministro da Corte comentou que Moro vinha atuando Estado-juiz. Ao deixar a magistratura, ele passa a atuar como Estado-Executivo. Em suma, são funções diferentes e todos devem entender que as decisões tomadas por ele não devem ser questionadas agora, reiterou o ministro.

"E á opção dele, cada qual faça a sua. Vamos respeitar o colega", disse Mello.

Reunião com Bolsonaro

Na manhã desta quinta-feira (1°), o juiz da Lava Jato foi até a casa do presidente eleito e conversou com ele sobre o convite feito para assumir o Ministério da Justiça.

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Sergio Moro Governo

Após o encontro, Moro disse que em breve dará uma coletiva de imprensa para explicar melhor a sua decisão.

O magistrado ressaltou que se sentia honrado de poder participar do governo ajudando no combate à corrupção e evitando que o rigor contra a impunidade tenha retrocesso no país. O paranaense declarou que todas as ações serão pautadas com respeito à Constituição, às leis e direitos.

O juiz já deixou certo que não poderá mais participar das audiências da Lava Jato.

Um dos encontros seria com o ex-presidente Lula no dia 14 deste mês. Ao que tudo indica, a juíza Gabriela Hardt ficará encarregada e responsável por essa ação penal do sítio de Atibaia que envolve o petista.

Nota do juiz

Sergio Moro emitiu uma nota afirmando que discutiu com Bolsonaro políticas para a pasta. O intuito do juiz é criar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado.

Segundo o magistrado da Lava Jato, a decisão tomada por ele é a busca para conter o avanço do crime no país e afastar o retrocesso contra a impunidade.

Um dos lamentos dele foi ter que se afastar do cargo de juiz, no qual já estava ha 22 anos.

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