O convite de Jair Bolsonaro (PSL) ao juiz Sergio Moro para chefiar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, e a perspectiva de uma posterior indicação a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), já causa uma certa indignação em alguns ministros.

Segundo uma pessoa próxima ao ministro Celso de Mello, o decano da Corte teria ficado ofendido ao já imaginarem ele aposentado dando lugar para Sergio Moro.

Mello, que deve se aposentar em 2020, não quer estar em evidência como se desejassem a sua saída antecipada para que Moro possa entrar em seu lugar. Segundo o Painel, da Folha de S.Paulo, um detalhe que chamou a atenção é que a resposta do juiz da Lava Jato em participar do Governo de Bolsonaro aconteceu bem no dia do aniversário de Celso de Mello.

A revolta do decano da Corte e de outros ministros são as especulações precoces de que poderiam antecipar suas aposentadorias para beneficiar a entrada de Moro.

Um integrante do STF chegou a dar a seguinte declaração: "Esquece, ninguém sai".

Em nota divulgada nesta sexta-feira (2), Celso de Mello nega ter feito qualquer comentário sobre as especulações em torno da ida de Moro para o STF.

Convite aceito

Na última quinta-feira (1°), Moro aceitou fazer parte do governo de Bolsonaro sendo ministro da Justiça e da Segurança Pública. O juiz declarou que se sentia honrado com o convite e que criará uma forte agenda anticorrupção.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Sergio Moro Governo

Vários órgãos ficarão sob o comando do juiz, como a Polícia Federal,a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o Departamento Penitenciário, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, a Secretaria Nacional de Justiça e a Comissão de Anistia.

Como muitos dizem, seria um superministério nas mãos de Sergio Moro. Até mesmo a Controladoria-Geral da União pode ficar sob o comando do juiz.

Avanços contra o crime

O juiz da Lava Jato afirmou que é necessário consolidar os avanços alcançados nos últimos anos para evitar um retrocesso. O ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, foi um dos que elogiou a chegada de Moro como ministro. Segundo ele, o magistrado terá todas as informações necessárias pela continuação dos trabalhos e todos desejam que ele tenha um ótimo desempenho nas suas novas funções.

Uma das metas anunciadas pela equipe do presidente eleito é criar uma estrutura que possa combater o crime organizado, com destaque ao combate à corrupção.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo