Na manhã desta quinta-feira (1º), o juiz federal Sérgio Moro foi à casa do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, para discutir assuntos referentes ao Ministério da Justiça, uma vez que foi convidado para compor a cúpula dos ministros do Governo a partir de janeiro de 2019.

Moro aceitou o convite para ser o Ministro da Justiça, do governo de Bolsonaro. Durante a campanha eleitoral para a Presidência da República (2018), o senador Álvaro Dias (PODEMOS), que disputava a candidatura, já falava da importância de Moro no Ministério da Justiça.

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Essa decisão de Moro tem dividido opiniões nas redes sociais, onde muitos alegam que ele está agindo de forma contraditória em relação ao que afirmou em 2016, que “jamais entraria para a política”. De acordo com Bolsonaro, Moro foi convidado para o cargo devido ao trabalho que tem realizado junto à Polícia Federal e a constante busca para combater a corrupção e o crime organizado no país.

Moro deverá abandonar os 22 anos de magistratura na carreira de juiz federal e dará início à implantação da agenda anticorrupção e anticrime organizado tendo como base a Constituição Federal e as demais leis que asseguram a atuação da Justiça para impor a ordem e a justiça no país.

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Assim, o juiz da Operação Lava Jato afirma que desde já deverá se afastar das novas audiências, visto que é preciso preparação para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Mas faz uma ressalva ao jornal que o entrevistou: “Se houver a possibilidade de uma implementação dessa agenda, convergência de ideias, como isso ser feito, então há uma possibilidade. Mas como disse é tudo muito prematuro”.

O juiz da Operação Lava Jato

O juiz Sergio Moro ganhou destaque na mídia por ser o comandante das ações penais da Operação Lava Jato no Paraná, além de ser o responsável por iniciar as investigações e a posterior prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi condenado a 9 anos sob a acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Sergio Moro Governo

Em aproximadamente 4 anos, o juiz já prendeu 109 pessoas envolvidas com o escândalo da Petrobras. Dentre eles, estão os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci (PT), o empresário Marcelo Odebrecht, o executivo da OAS Agenor Medeiros, a marqueteira Monica Moura, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), ex-tesoureiro do Partido Progressista João Cláudio Genu, o ex-senador Gim Argello (PTB), entre outros.

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