O juiz federal Sergio Moro se manifestou nesta segunda-feira (5) em relação à sua decisão em assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública e o combate à corrupção no futuro governo do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, cuja administração se inicia em janeiro de 2019. O juiz paranaense participou de um evento que reuniu a 5ª Smart Energy Ciei&Expo, 9ª GreenBuilding Brasil e o Fórum de Eficiência Energética.

Até há pouco, Moro era o magistrado titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, responsável em primeira instância pela condução da Operação Lava Jato no Estado do Paraná. Dentre os presos mais destacados da força-tarefa de combate à corrupção está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-mandatário petista cumpre pena de mais de doze anos de prisão em regime fechado, condenado pelo juiz Moro no caso envolvendo um apartamento tríplex em uma das áreas mais valorizadas de Guarujá, no litoral de São Paulo. Lula teria recebido recursos financeiros ilícitos através de empreiteiras envolvidas no mega escândalo de corrupção da Petrobrás.

Cargo técnico no Ministério da Justiça e Segurança Pública

Durante a participação do evento supracitado, o juiz Sergio Moro se manifestou sobre o papel que deverá ser desempenhado à frente do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, ao fazer parte do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. O magistrado federal afirmou que seu cargo será plenamente de caráter técnico no governo do presidente eleito.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lava Jato Jair Bolsonaro

O juiz também concluiu que "não está entrando para a Política e que seu cargo como ministro seria técnico".

O juiz Sergio Moro disse ainda que "não se veria ingressando na política como um político verdadeiro e que irá trabalhar com aquilo que conhece, que é a justiça". O magistrado deu estas declarações na noite desta segunda, quatro dias após ter aceitado o convite de Bolsonaro para integrar o ministério.

O magistrado também elogiou a política quando feita de modo correto, ao afirmar que "não existiria nenhum demérito na política, que é considerada a mais nobre das profissões, já que há os que possuem mais vocação e os que possuem menos vocação, porém, o objetivo não seria se tornar um político com o sentido de se buscar ou de se perseguir cargos eletivos, mas sim trabalhar um resultado técnico no Ministério da Justiça".

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo