O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já disse, em entrevistas, que não pretende concorrer a um segundo mandato. Diante disso, antes mesmo dele assumir o governo, seus auxiliares já estão vendo em Sergio Moro a chance dele suceder o capitão. Essa ideia já circula no núcleo duro que compõe a equipe do capitão reformado do Exército.

Dessa forma, além de ser um dos nomes cogitados a assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), após algum dos ministros se aposentar, Moro também é visto como um presidenciável para muitos auxiliares de Bolsonaro.

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Entretanto, integrantes petistas e críticos do juiz condenam a sua entrada no governo de Bolsonaro. Para eles, Moro estaria demonstrando que todas as ações que da Lava Jato tiveram o intuito de prejudicar o PT. Contudo, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, comentou que o juiz não pode ser questionado por decisões que teve no passado. Todos devem respeitar o que ele achou melhor fazer no momento.

O senador petista Lindbergh Farias publicou no Twitter que Moro prendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque queria impedi-lo de concorrer. Em seguida, aceita o convite de Bolsonaro para ser um "superministro", disse o parlamentar. Para ele, isso é inaceitável.

Convite aceito

Nesta quinta-feira (1°), o juiz Moro foi até a casa de Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, e aceitou o convite feito de chefiar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Moro disse que atuará no combate à corrupção e buscará evitar que o Brasil tenha um retrocesso contra a impunidade.

O magistrado também reiterou que irá trabalhar mediante o respeito à Constituição, as leis e o direito. O juiz disse que lamenta ter que deixar o cargo de magistrado, que já está há 22 anos, mas viu a chance de contribuir de uma outra forma em prol do país.

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Declarações de Mourão

O vice-presidente eleito, general Antonio Hamilton Mourão, afirmou que a aceitação de Moro para ministro foi um "golaço" do próximo governo.

Segundo o general, Moro terá autonomia total para tomar decisões e terá acesso a qualquer momento para conversas com Bolsonaro.

Mourão também defende que Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) seja integrado ao Ministério da Justiça, o que ajudará em muito nos processos investigatórios.

Atualmente, o Coaf está integrado ao Ministério da Fazenda.

Moro dará em breve uma coletiva para explicar a sua tomada de decisão em aceitar o convite do presidente eleito.

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