Nesta última quarta-feira, 31 de outubro, houve o interrogatório do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está preso na carceragem da Polícia Federal. O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, e também o advogado do preso, bateram boca em um tenso encontro.

O depoimento já era para ter acontecido. No entanto, por um pedido da defesa, foi adiado para esta quarta-feira. No início do depoimento, o advogado de Cunha pediu, novamente, para que o encontro fosse adiado.

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A justificativa é que a defesa do acusado não teria tido tempo de discutir a estratégia de defesa com o ex-deputado.

No entanto, Moro retrucou o pedido, afirmando que o processo está em andamento por mais de 2 anos. Moro disse que a justificativa da defesa em não conseguir conversar com o acusado, é "total disparate". O advogado de Cunha enfatizou que não teve tempo de conversar com seu cliente nas vésperas do depoimento, por isso gostaria de adiar mais um pouco.

Na sequência, Moro enfatizou que a defesa de Eduardo Cunha deveria se "programar melhor" em relação a isso. Sergio Moro disse que o pedido estava indeferido e que a defesa poderia ter se reunido em outras datas, não apenas na véspera do encontro com o juiz.

Anteriormente, a defesa de Cunha havia pedido que o depoimento fosse adiado ao afirmar não ter tido certeza sobre a mídia que foi extraída de um celular, que seria de Cunha. Os advogados disseram que não havia certeza se a mídia era a mesma utilizada na perícia oficial.

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Houve bate boca com o juiz, pois a defesa do acusado avaliou que a incerteza das mídias fez com que a autodefesa não conseguisse apresentar-se plenamente diante o fato.

Moro respondeu que o questionamento já foi apreciado e indeferido.

Moro se irritou durante interrogatório

A defesa de Cunha comentou, novamente, durante o interrogatório, sobre mensagens trocadas em um aparelho celular que seria do acusado. Sergio Moro, por sua vez, afirmou que o comportamento da defesa soava como "ofensivo" e "afrontoso à Justiça".

Moro afirmou que não seria apropriada a interferência da defesa em todo o depoimento.

Com isso, Moro deixou de fazer perguntas a Cunha, passando a palavra para o Ministério Público.

Acusações

Eduardo Cunha está sendo acusado juntamente com a ex-deputada Solange Pereira de Almeida. Os crimes são de corrupção e lavagem de dinheiro em ação que investiga irregularidades na Petrobras. Cunha afirmou que as acusações contra ele são falsas e os delatores responsáveis pelas informações são "mentirosos".

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