O general Hamilton Mourão criticou um possível aval do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o indulto do presidente Michel Temer. O presidente eleito Jair Bolsonaro já havia dito que, se isso acontecer, será a última vez que os presos ganham o benefício. Nesta quinta (29), Mourão também se manifestou com duras críticas.

De acordo com o general, o Brasil possui uma criminalidade de nível baixo e alto. Os de níveis baixo são aqueles que traficam, que assaltam e roubam.

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Os de nível alto são aqueles crimes que o STF vai favorecer se conceder esse indulto. "São coisas do nosso país. Vamos aguardar o que vai acontecer", disse ele.

Jair Bolsonaro tinha falado através das redes sociais que foi escolhido para atender os anseios do povo brasileiro. Ele ressaltou que um dos pilares de sua conquista de votos foi o fato dele mostrar força diante da violência que toma conta do país. Bolsonaro defende que haja mudanças nas leis, para que um marginal não saia da cadeia antes de cumprir a sua sentença.

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Seu vice também lembrou da importância de uma aprovação de medida que reduza a maioridade penal, o que, até o momento, está parada no legislativo. Para Mourão, tem muitos crimes de menores que devem ser vistos como se eles fossem de maiores.

Mudanças

Numa reunião com empresários da ANTT ( Agência Nacional de Transportes Terrestres), desta quinta-feira (29), Mourão também comentou que a ascensão de Bolsonaro é devido ao povo querer mudanças diante da crise política, econômica e de valores.

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Jair Bolsonaro Governo

Mourão reiterou que Bolsonaro é um líder e jamais vai deixar o compromisso da democracia, pelo contrário, além dela, estarão presentes também a Justiça e a liberdade para todos.

Mourão também afirmou que espera que os parlamentares entendam o momento que o país vive e ajude Bolsonaro nas melhores soluções para o povo.

STF em votação

O Supremo está em votação sobre o tema do indulto natalino. Na quarta (28), o ministro Alexandre de Moraes votou pela constitucionalidade do indulto e abriu divergências com o relator Luís Roberto Barroso, que queria a exclusão desse indulto para quem cometeu crimes de Corrupção.

Para Barroso, se decidir a favor do indulto de Natal seria o mesmo que enfraquecer as investigações e o esforça da sociedade e das instituições contra os crimes de corrupção.

Até a publicação desta matéria, a votação estava 3 a 2 para que haja o perdão aos corruptos. A favor do indulto votaram: Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Contra o indulto: Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

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