O vice-presidente eleito da República, general Hamilton Mourão, manifestou-se nesta quinta-feira (22) em relação ao papel que ele deverá desempenhar no futuro Governo do país, a ser conduzido pelo presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro. De acordo com o militar da reserva e que se cacifou para a vice-presidência da República como grande aliado de Bolsonaro, sua função será comandar um "centro de governo" direcionado para que haja um monitoramento das atividades ministeriais e também das políticas públicas para o país, de modo que haverá uma espécie de cobrança por parte do futuro vice-presidente no que tange a prazos e impedimento de desperdícios.

Controle de atividades ministeriais do governo

O evento, que contou com a participação do vice-presidente eleito da República, foi promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Durante seu discurso, o afirmou que uma das principais ideias inerentes ao novo governo do país é que fique sob a chefia da Vice-Presidência da República as subchefias que atualmente são controladas pelo Ministério da Casa Civil e também pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

De acordo com Mourão "a ideia fundamental junto ao presidente é que, como vice, eu tenha sob meu encargo aquelas subchefias que hoje estão parte na Casa Civil e parte na Secretaria-Geral e que conformam a atividade de controle dos ministérios, de políticas públicas e do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos)".

Entretanto, durante sua palestra no evento organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Mourão fez uma antecipação de que pretende fazer a seleção de projetos que sejam considerados de caráter prioritário e que envolvam mais de uma pasta ministerial, para que possa acompanhá-los diariamente, "cobrando dos ministros os prazos que teriam que ser cumpridos".

Ainda segundo o próprio Hamilton Mourão, "será mudada um pouco a cara de como o governo deve exercer sua atividade de planejamento e de fiscalização". Porém, Mourão criticou o que ele denominou de extremamente elevada a carga tributária brasileira e defendeu que ela seja simplificada e até num segundo momento, ser reduzida. Mourão fez uma alerta: "temos que aumentar a base, ou seja todos têm de pagar impostos, porém, menos impostos".

Já em relação às privatizações que deverão constar na agenda do novo governo, o vice-presidente eleito disse que "a intenção será privatizar empresas públicas que sejam deficitárias e que acabaram deixando de cumprir a sua função".

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Jair Bolsonaro Governo

O processo de como isso será realizado, de acordo com o general, será através de abertura de capital.

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