O general da reserva do Exército brasileiro e vice-presidente eleito da República, Antonio Hamilton Martins Mourão, afirmou que tem como pretensão ser o "escudo e a espada" do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro. O militar se expressou nesta sexta-feira (23), durante o painel "Brasil de Ideias", cujo evento foi promovido pela Revista Voto. O vice-presidente eleito destacou ainda toda a importância de um vice na atual conjuntura do cenário político nacional.

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Mourão foi taxativo ao afirmar que "não receberia ninguém na garagem à meia-noite".

As palavras do general Hamilton Mourão se referiam a um dos trechos do diálogo realizado entre o presidente da República, Michel Temer, e o dono da companhia JBS, Joesley Batista, cujo conteúdo havia sido recuperado por investigadores e peritos da Polícia Federal.

Corte de cargos relacionados à vice-presidência da República

Um dos principais objetivos do general da reserva Hamilton Mourão, assim que assumir a vice-presidência do país, é realizar um extensivo cortes de cargos, resultando em aproximadamente um corte de 50% dos cargos considerados disponíveis.

Hamilton Mourão afirmou que "a determinação do presidente eleito Jair Bolsonaro, é de que esta racionalização atinja todos os setores".

O vice-presidente eleito concluiu que "sua ideia é sempre poder facilitar o trabalho de Bolsonaro e que tudo não pode cair nas costas do presidente". Ainda, segundo ele, o trabalho ainda consiste na coordenação tudo o que puder ser coordenado e fazer a defesa do presidente, em relação ao que precisaria ser defendido e que pretenderia ser o "escudo e a espada" do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

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O general afirmou também que o novo Governo do país deverá ser norteado por meio de um sistema que seja democrático e que rechaçaria, de modo veemente, que houvesse qualquer possibilidade de que venha a ocorrer supostamente uma intervenção militar que fosse, de certa forma, avalizada pelo Palácio do Planalto.

Mourão ressaltou que "ninguém teria dúvida de que a democracia liberal seria o grande sistema fosse capaz de levar as nações ao progresso".

O militar salientou que "a democracia liberal estaria enfrentando desafios inerentes, assim como a democracia brasileira, com uma população com mais de 200 milhões de habitantes com todas as suas demandas sociais e necessidades o que faz com que tenhamos que buscar tudo o que esteja nos afligindo".

O político ressaltou a defesa do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação às estratégias apresentadas para um suposto pacto federativo com "menos Brasília e mais Brasil", além da retomada de todo o protagonismo do Congresso Nacional.

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