Nesta semana, o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou o general do Exército Fernando Azevedo e Silva como o futuro ministro da Defesa. Azevedo e Silva é o segundo general que foi confirmado como ministro do próximo Governo. O primeiro anunciado foi o general Augusto Heleno, que assumirá o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Azevedo e Silva disse que não vê risco de politização das Forças Armadas.

Segundo opinião do general, "as Forças estão afastadas da Política". O perfil do novo ministro é moderado e ele tem experiência com o Congresso Nacional.

Ainda em conversa com o jornal, o general afirmou que o presidente eleito não significa a volta dos militares ao poder. Bolsonaro já indicou nomes de seus futuros ministros, sendo alguns deles envolvidos com as Forças Armadas, entre eles: Augusto Heleno (GSI), Azevedo e Silva (Defesa), Marcos Pontes, tenente-coronel da Aeronáutica (Ciência e Tecnologia) e seu vice, Hamilton Mourão, general do Exército.

General Azevedo e Silva é paraquedista, como Bolsonaro, e integra um ala moderada das Forças Armadas. O presidente eleito e ele já se conhecem há algum tempo. O anúncio foi feito através da rede social Twitter, nesta última terça-feira, 13 de novembro.

Uma curiosidade sobre o novo futuro ministro é que ele era assessor do ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Segundo o Estadão, Bolsonaro indicou a Toffoli que precisaria do antigo companheiro por conta de seu perfil conciliador, caindo bem para o ministério da Defesa.

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Jair Bolsonaro Governo

Alguns pontos no currículo de Azevedo e Silva, se destacam: ele foi Autoridade Pública Olímpica no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e chefe da ajudância de ordens de Fernando Collor.

Expectativa da Marinha

Antes de anunciar a escolha do general, houve expectativa na Marinha de ser algum membro desta Força Armada. No entanto, Bolsonaro optou pelo Exército. Além do mais, o governo de Michel Temer quebrou a sequência de civis que ocorreu durante muitos outros governos ao anunciar o general da reserva Joaquim Silva e Luna.

Houve descontentamento entre as três Forças Armadas, que poderiam indicar um desequilíbrio devido o Exército estar com "mais espaço" no próximo governo.

Augusto Heleno foi opção

Inicialmente, o general Augusto Heleno era o nome mais cogitado para o ministério da Defesa. No entanto, a mudança ocorreu e Heleno passou a integrar o GSI como ministro-chefe.

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