O habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será julgado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Após decisão do relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin, o pedido foi para a Segunda Turma da Suprema Corte. Segundo informações do jornalista Josias de Souza, do portal UOL, dois ministros teriam se pronunciado, em privado, sobre o possível resultado do julgamento.

Os ministros teriam dito que o pedido de Lula tem tudo para ser indeferido.

A conversa ocorreu logo após a coletiva de imprensa do juiz federal Sergio Moro, futuro ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Os ministros enfatizaram que consideram improvável que a alegação de Lula sobre suspeição de Moro seja aceita. Devido posicionamento do juiz na coletiva, Moro teria mostrado firmeza sobre as acusações de "perseguição política" que o ex-presidente afirma ter sofrido do juiz.

Os ministros, que não tiveram o nome revelado, consideraram "consistentes" os argumentos de Moro e com isso avaliaram alguns pontos:

  • A sentença de Lula foi dada em 2017. Na época não havia projeção de que Bolsonaro iria ganhar as eleições presidenciais.
  • A Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4° Região determinou a prisão do ex-presidente.
  • Quando foi acionado, o próprio Supremo indeferiu o pedido de habeas corpus de Lula protocolado na época.

Ainda segundo o colunista, um dos ministros avaliou que a ida de Moro para o Ministério da Justiça não traria uma "boa imagem" ao Judiciário.

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Lava Jato Sergio Moro

No entanto, os argumentos da defesa de Lula seriam muito frágeis perante toda a sentença dada pelo juiz federal.

Os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski são os que julgarão o pedido de Lula. Após ter terminado seu mandado como presidente da Corte, Cármen Lúcia passou a integrar a Segunda Turma no lugar de Dias Toffoli, atual presidente. O julgamento de Lula ainda não tem data marcada.

Nesta última terça-feira (6), Toffoli discursou ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro e disse que tanto o impeachment de Dilma Rousseff quanto a prisão de Lula ocorreram com "total respeito à Constituição e às leis do país".

Sergio Moro no ministério

Moro assumirá o superministério da Justiça no governo Bolsonaro. O juiz federal, que abandona a magistratura para o cargo, terá o controle da Polícia Federal e prometeu fazer "coisas boas" na Justiça.

Moro afirma ainda que trabalhará contra a corrupção e o crime organizado.

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