Nesta última segunda-feira, dia 26, o empresário Rodolfo Giannetti Geo foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato. No entanto, no mesmo dia da denúncia, os país de Rodolfo, Adolfo Geo e Margarida Geo, foram vítimas de um acidente aéreo. Os corpos foram entregues ao IML e as causas do acidente serão investigadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

O casal faleceu com a queda de um avião em uma fazenda em Jequitaí, no Norte de Minas Gerais.

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Além do casal, o piloto Marco Aurélio e o co-piloto também foram mortos. A morte dos país de Rodolfo ocorre no mesmo dia da denúncia do MPF.

A denúncia aponta que Lula usufruiu de seu grande prestígio internacional na época. Com isso, influiu decisões do presidente Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial. O objetivo era a ampliação dos negócios da empresa de Rodolfo, o Grupo ARG, no país africano.

O Instituto Lula teria recebido a quantia de R$ 1 milhão pela ação ilegal envolvendo o grupo ARG. O pai de Rodolfo não foi acusado na denúncia.

Segundo informações da mídia, Rodolfo iria embarcar no mesmo voo com seus pais, porém, desistiu perto do momento do embarque.

Denúncia contra Rodolfo Geo e Lula

O MPF aponta que o controlador da ARG, Rodolfo Geo, está envolvido em crimes de tráfico de influência em transação comercial internacional e também lavagem de dinheiro. Os fatos teriam ocorrido entre setembro de 2011 e junho de 2012. Na época, Lula não era mais presidente do Brasil. Devido à idade de Lula, mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência não prescreveu para ele.

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Porém, caso confirmado, o empresário Rodolfo terá que responder pelo crime.

Na tarde desta segunda-feira, iria ocorrer uma entrevista coletiva sobre o fato. No entanto, a morte dos pais fez com que fosse cancelada a comunicação.

Segundo informações da Procuradoria, Rodolfo Giannetti foi quem procurou Lula para que o ex-presidente pudesse intervir juntamente com o mandatário da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang. O objetivo era que o governo da Guiné continuasse realizando operações comercias com o Grupo ARG, apontando, principalmente, na construção de rodovias.

A Operação Aletheia, 24° fase das investigações da Operação Lava Jato e deflagrada em março de 2016, conseguiu e-mails que comprovariam a ação da ARG com Lula. Os e-mails foram encontrados na busca e apreensão no Instituto Lula.

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