No início da manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Federal saiu às ruas para cumprir vários mandados de prisão, entre eles o do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e isto acontece apenas três semanas após a prisão de 10 deputados estaduais que foram acusados de corrupção. Além dos agentes da Polícia Federal, há vários procuradores da República nas ruas, para garantir que a determinação seja cumprida.

Estas prisões fazem parte da nova fase da Lava-Jato, e quem deu a ordem foi o ministro e também relator Felix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A Procuradoria Geral da República foi quem solicitou as prisões de hoje, lembrando que falta apenas um mês para que Pezão termine de cumprir seu mandato.

O governador do Rio de Janeiro está sendo investigado pelo STJ, órgão que tem total competência para atuar juntos aos crimes que dizem respeito a ocupantes de cargos públicos com foro privilegiado. A operação de hoje é embasada na delação de Carlos Emanuel Carvalho Miranda, que foi operador de Sérgio Cabral e decidiu falar tudo.

Delator acusou Pezão

Durante delação feita, Miranda afirmou que o governador do Rio de Janeiro recebia uma mesada no valor de R$ 150 mil e que isto aconteceu entre os anos de 2007 a 2014. Ainda segundo o delator, na época em que Pezão era vice-governador, recebia a propina e ainda era pago a ele um 13º salário, além de mais um bônus, sendo que cada um seria no valor de R$ 1 milhão.

Mas Miranda não foi o único a citar o nome do governador do Rio em sua delação.

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Polícia Lava Jato

Pelo menos outros dois delatores também citaram o nome de Pezão após firmarem acordo para colaborar com o STJ. Álvaro José Novis, e também Jonas Lopes de Carvalho Filho, que é ex-presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, citaram o nome do político.

Pouco depois das 6h, a Polícia Federal chegou ao Palácio Laranjeiras, que é a residência oficial do governador, com o mandado de prisão contra ele.

Mandados de busca e apreensão também estão sendo realizados no Palácio Guanabara, sede do governo do estado. O Supremo Tribunal Federal enviou ao Superior Tribunal de Justiça a remissão do anexo 21 da delação premiada que foi feita por Miranda, já que se trata de autoridade política e que tem foro em tal tribunal.

Em relação ao governador do Rio de Janeiro, foi realizada uma consulta à PGR, e, logo em seguida, o conteúdo foi enviado para o gabinete de Felix Fischer, juntamente de outros dois anexos resultantes da delação feita por Miranda.

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