Eunício Oliveira, presidente do senado Federal, conversou na última terça-feira, 6 de novembro, com o futuro ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes. No entanto, a conversa parece não ter agradado Eunício e nem alguns senadores. O encontro com Paulo Guedes ocorreu antes da celebração dos 30 anos da Constituição. O presidente do Senado chegou a dizer que senadores ficaram "horrorizados" após a conversa.

Segundo informações do próprio Eunício Oliveira, Paulo Guedes teria pressionado o Senado para que colocassem em pauta a votação da Reforma Previdenciária, um tema polêmico que envolveu o Governo de Michel Temer e terá impacto no futuro governo de Jair Bolsonaro.

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O objetivo de Guedes é equacionar o desequilíbrio das contas públicas com a reforma. Porém, Eunício teria lembrado o economista que é necessário Michel Temer barrar a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro para que, assim, possam dar andamento ao tema. A Carta Magna evidencia que nenhuma PEC pode ser votada se estiver ocorrendo uma ação militar.

Após a conversa com Guedes, Eunício ainda teria avaliado: "Esse povo que vem aí não é da política; é da rede social".

Conversa ríspida

O presidente do Senado chegou a dizer que o início da conversa foi "ameno", porém, logo se tornou "ríspido". Eunício disse ao futuro ministro que obedece a vontade de seus pares e que há prioridades no momento, como a votação do orçamento para 2019. Eunício disse que Guedes não quer que aprove orçamento, mas sim a reforma.

Paulo Guedes ainda disse que caso o PT volte ao Poder, a responsabilidade é do atual governo. O economista ainda completou falando que se o Senado não agir, eles iriam colocar a responsabilidade pela volta do PT no Congresso.

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Em seguida, Eunício Oliveira disse que abandonou a conversa com Guedes e foi em direção da procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. Com isso, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi conversar com Guedes. Foi aí então que Eunício disse que Bezerra Coelho saiu da conversa "horrorizado".

O governo de Bolsonaro foca na aprovação da reforma da Previdência. O presidente eleito afirmou que deseja que o texto entre para aprovação antes mesmo de sua posse, que ocorrerá no dia 1° de janeiro de 2019.

No entanto, o clima para a aprovação do projeto não está sendo favorável a Jair Messias Bolsonaro. A oposição também mostra-se contrária a reforma.

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