O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, assumirá a partir do dia 1° de janeiro o superministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro. Moro aceitou o convite e agora prepara mudanças visando o combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Moro ganhou notoriedade com a Lava Jato e foi o juiz responsável por colocar o ex-presidente Lula na cadeia.

Segundo informações do jornal "Folha de S. Paulo", Moro pode enfrentar um duelo com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um deles é Gilmar Mendes. Por várias ocasiões, o ministro criticou a atuação da Lava Jato em Curitiba, enfatizando que existiam "alongadas prisões". Do lado contrário, Moro sempre defendeu a prisão preventiva e prisões após condenação em segunda instância como forma de punir os condenados por corrupção.

Mendes chegou a dizer que as "alongadas prisões" deveriam ser um dos temas a serem discutidos. Moro sempre derrotou o entendimento de Mendes no Supremo e a possibilidade é que haja discussão sobre temas polêmicos ligados aos presos da Lava Jato.

Gilmar Mendes, ainda este ano, ironizou Sergio Moro sobre as prisões em Curitiba. O ministro do Supremo chegou a dizer que deveria haver uma "Constituição de Curitiba". No mesmo momento, durante julgamento sobre o pedido de habeas corpus do ex-ministro do PT, Antonio Palocci, Mendes disse perante o STF: "Por que se trata de decisões bem elaboradas? Por que esse sujeito fala com Deus?".

Entre outras discordâncias, a Corte Suprema apontou ser ilegal o fato de Moro divulgar gravações de conversas do ex-presidente Lula. Na época, a decisão de Moro valeu-se por polêmica e ministros da Corte não mostraram agrado.

A opinião de Gilmar Mendes sobre Moro no Supremo

Ministros como Celso de Mello e Marco Aurélio Mello se manifestaram sobre a nomeação do juiz federal para cargo no governo de Bolsonaro. Com isso, Gilmar Mendes também se posicionou. Segundo informações do portal "Estadão", Mendes disse que Moro tem toda a qualificação necessária para assumir o cargo.

No entanto, ao ser questionado sobre as pautas de Sérgio Moro para o combate à corrupção, Mendes respondeu: "A tarefa de segurança pública é muito maior do que a questão da corrupção", disse.

Superministério

Um dos requisitos para aceitar o convite de Bolsonaro foi a atuação no combate a corrupção e lavagem de dinheiro. Sergio Moro prepara medidas cabíveis e terá até o controle da Polícia Federal.

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