Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sempre se envolveu em várias polêmicas referentes às decisões que envolviam a Operação Lava Jato. Mendes chegou a criticar um tipo de "Constituição da República de Curitiba" e fez várias críticas ao juiz federal Sérgio Moro. Entretanto, em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, em Nova York, Mendes elogiou a qualificação do magistrado paranaense e afirmou que tem convicção de que ele cumprirá bem as suas funções como ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Na concepção de Mendes, a segurança pública possui absoluta prioridade no país. Questionado sobre uma agenda forte anticorrupção que Moro irá defender, Mendes afirmou que a "segurança pública é muito maior do que a questão da corrupção".

O ministro da Corte já criticou Moro diversas vezes, principalmente no quesito das prisões temporárias, que, na opinião dele, se tornam "alongadas", quase que definitivas. Mendes chegou a ironizar o juiz falando que em Curitiba existe um outro Código Penal.

Uma situação que causou polêmica foi quando Gilmar Mendes, durante o julgamento do habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci, comentou que: "Por que se tratam de decisões bem elaboradas?, por que esse sujeito fala com Deus?".

Questões a enfrentar

Questionado sobre o convite aceito por Moro causar indignações naqueles que foram julgados por ele na Lava Jato, sobre uma possível parcialidade do futuro ministro da Justiça, Mendes afirmou que isso é algo que o Judiciário deve enfrentar.

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, estão entrando com recursos em tribunais pedindo a liberdade do petista e informando que Lula é um preso político.

Lula já está acionando o comitê de Direitos Humanos da ONU para conseguir forças internacionais e tentar se livrar da cadeia. Ele quer informar que a aliança do presidente eleito Jair Bolsonaro com Moro já era especulada há um tempo e o juiz sempre teve a intenção de entrar na política.

Ministro Marco Aurélio

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, afirmou que as decisões tomadas pelo magistrado na Operação Lava Jato não têm nada a ver com novo cargo que ele adquiriu agora.

Segundo Mello, Moro não pode ser questionado por isso e todos devem respeitar a sua decisão e o seu anseio de ser ministro.

Moro aceitou o convite de Bolsonaro na quinta-feira (1°) e afirmou que terá como meta avançar contra o crime e evitar o retrocesso no combate à impunidade.

Siga a página Sergio Moro
Seguir
Siga a página Governo
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!