Paulo Guedes, futuro ministro da Economia do Governo de Jair Bolsonaro, confirmou através de nota, nesta segunda-feira (19), o convite a Roberto Castello Branco para ocupar a futura presidência da Petrobras. Com boa reputação, o economista Castello Branco é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde dirige o Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico, tendo atuado também como diretor do Banco Central (durante o governo de Sarney) e economista-chefe da antiga Vale do Rio Doce (atual Vale) por 15 anos.

O indicado deve se encontrar com Bolsonaro em Brasília amanhã (20).

Recebendo carta branca do presidente eleito para selecionar toda a equipe da área de economia, Paulo Guedes já havia sinalizado a possibilidade de selecionar o amigo para o cargo, apesar da divergência com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, que declarou preferir que o comando da empresa fosse assumido por alguém da área militar.

Castello Branco presidiu, na década de 1980, o Ibmec, instituição de ensino criada pelo próprio Guedes, além de ter realizado seu pós-doutorado, como bolsista CNPq, na Universidade de Chicago (mesma instituição em que Guedes fez sua pós-graduação, conhecida por ser o local de origem do neoliberalismo). Assim, suas preferências econômicas se mostram alinhadas com a do governo a se iniciar em 2019. Foi também membro do conselho administrativo da Petrobras entre 2015 e 2016, durante o breve mandato de Dilma Rousseff, mas deixou o cargo em meio à crise gerada pelas ações da Lava-Jato, descontente com as poucas iniciativas voltadas para a reestruturação necessária da empresa.

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Castello Branco critica o controle dos preços através de subsídios e defende as privatizações em detrimento do controle estatal nas empresas, tendo sinalizado o interesse em vender os ativos de refino da petroleira, bem como a venda da BR Distribuidora.

A escolha foi encarada com otimismo pelo mercado, diante das tendências coerentes com o liberalismo econômico e por se tratar de um profissional com experiência prévia na estatal.

Segundo Bolsonaro, por ser estratégica, a Petrobras não deve ser inteiramente privatizada e o plano de abertura ao capital privado deverá ser discutido com responsabilidade antes de ser colocado em prática.

Ivan Monteiro, que atualmente ocupa a presidência da Petrobras, deve permanecer no cargo até o dia 1º de janeiro de 2019, sendo cotado a partir de então para dirigir o Banco do Brasil.

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