O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será interrogado em Curitiba, nesta quarta-feira (14), pela juíza federal Gabriela Hardt, substituta do juiz Sergio Moro. A audiência, que dá continuidade a um processo da Operação Lava Jato, está agendada para as 14h, no prédio da Justiça Federal na capital paranaense. Esta será a primeira vez que o petista sairá da Superintendência da Polícia Federal (PF), onde permanece detido desde o último mês de abril.

O ex-presidente é acusado pelo Ministério Público (MP) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com o conteúdo da denúncia, o pecuarista José Carlos Bumlai, juntamente com as empreiteiras OAS e Odebrecht, teriam financiado reformas em um imóvel localizado em Atibaia, no interior de São Paulo.

A ligação, tanto de Lula como de seus familiares ao sítio de Atibaia, relatada na denúncia, baseia-se em mensagens eletrônicas, registros de visitas realizadas ao local, objetos pessoais da família do ex-presidente encontrados no sítio, além da delação premiada cedida à Lava Jato por Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS.

Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio, declarou novamente à Justiça Federal, nesta última segunda-feira (12), ser o real dono do imóvel, que foi adquirido com recursos próprios e era emprestado a Lula e sua família com o propósito de disponibilizar um local para armazenamento de parte do acervo presidencial. Bittar enfatizou ainda que as reformas realizadas no imóvel eram básicas e que foram superdimensionadas na Lava Jato.

Novos argumentos apresentados pelos advogados de defesa de Lula

A defesa de Lula citou em nota que o depoimento de Bittar deixa claro que o mesmo é de fato o real proprietário do referido imóvel, e que devido o inquérito policial instaurado no ano de 2016 pelo Ministério Público Federal (MPF), ter sido encerrado sem qualquer conclusão, não cabe mais a esta autoridade dar sequência às investigações.

A defesa concluiu com o argumento de que crime de “corrupção passiva”, pressupõe a prática de uso indevido de poderes atribuídos a um cargo público em troca de vantagens e benefícios próprios, o que segundo os advogados de Lula, não aconteceu, uma vez que o ex-presidente não exercia nenhum cargo público no ano de 2014.

Manifestações acompanharão o depoimento de Lula

Algumas lideranças políticas e movimentos sociais, além do Comitê Nacional Lula Livre, irão acompanhar o depoimento de Lula, previsto para esta quarta-feira (14), a partir das 14h. O deputado gaúcho Paulo Pimenta (PT) declarou que também fará parte do movimento de vigília, que será realizado em frente à sede da Polícia Federal.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex em Guarujá (SP), e cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão.

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