O juiz federal Sergio Moro, futuro ministro da Justiça no Governo Bolsonaro, participou nesta última segunda-feira, 5 de novembro, de uma palestra para cerca de 800 pessoas. Moro decidiu por abandonar a magistratura ao assumir o superministério do presidente eleito.

Na palestra, Moro disse que não descumpriu o seu propósito sobre carreira política. O juiz, que ganhou notoriedade com a Lava Jato, afirmou que está pronto para um posto "predominantemente técnico" e que não pretende disputar nenhum cargo eletivo.

Para justificar sua decisão ao assumir o superministério, o juiz da Lava Jato disse que há "receios infundados" em relação ao governo de Jair Bolsonaro. E, com isso, Moro conta que sua participação no governo poderá colaborar para sanar dúvidas. O principal ponto posto em questão é a possibilidade de Bolsonaro fazer um governo autoritário. O juiz nega que isso venha a ocorrer.

Outro ponto que o fez aceitar o cargo é que Moro poderá avançar com pautas anticorrupção.

O juiz se tornou um símbolo no combate à corrupção após colocar na cadeia grandes nomes da sociedade, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sergio Moro disse que, a partir de janeiro de 2019, projetos relacionados ao tema serão encaminhados para o Legislativo.

Lava Jato

O juiz aproveitou a palestra para falar sobre a maior operação anticorrupção do Brasil, a Lava Jato. Moro fez um resumo da operação e deu exemplo de episódios em que as investigações não poderiam ter intervenções externas.

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Com isso, relembrou o projeto de Lei do Abuso de Autoridade, que esteve no Senado Federal a fim de punir magistrados que estariam supostamente exercendo mais poder do que deveriam nos casos.

Sergio Moro disse que o Direito é um ciência e não teria como punir magistrados devido suas diferentes interpretações. O futuro ministro disse que a lei poderia coibir a ação de juízes e consequentemente prejudicar o rumo de investigações da Lava Jato.

O futuro ministro da Justiça disse que esse tipo de intervenção na Lava Jato deu força para que ele ocupasse o cargo no governo Bolsonaro. Moro disse que aceitou a oportunidade para "não ficar esperando" algo que possa retroceder.

No final da palestra, Sergio Moro citou o juiz italiano Giovanni Falcone e disse que se inspirou na história do juiz para assumir o ministério. Falcone foi um magistrado especializado no combate a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no país europeu.

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