Em sua primeira entrevista após aceitar o convite de Jair Bolsonaro para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o juiz federal Sergio Moro falou das suas intenções em transformar em força de lei o tema sobre prisão após a condenação em segunda instância. Ao ser questionado sobre uma possível perseguição política contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o magistrado resumiu em poucas palavras: "Lula é o mentor do esquema criminoso da Petrobras.

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O triplex é a ponta do iceberg".

Moro passou aproximadamente uma hora e meia conversando com jornalistas da revista IstoÉ. Segundo os entrevistadores, Moro estava bem tranquilo e sorridente e brincou várias vezes com eles.

Para estar junto com ele no Ministério da Justiça, o juiz pretende levar Flávia Blanco, chefe do gabinete na Justiça Federal do Paraná, alguém que sempre ajuda o magistrado nos processos. Serão poucos dias até que o juiz possa organizar toda a equipe que estará trabalhando com ele em Brasília.

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Um dos focos dele seria levar vários integrantes da Lava Jato para Brasília, mas ele sabe que isso acarretaria no abandono de suas carreiras e isso tem sido um pequeno problema.

O juiz contou aos jornalistas que uma de suas angústias é ter que abandonar vários processos da Operação Lava Jato que estão em andamento e, até mesmo, próximo de sentenças, como no caso dos que envolvem o ex-presidente Lula.

Sobre Lula

Ao ser questionado pela IstoÉ sobre a revolta de Lula em relação à condenação imposta contra ele, Moro foi taxativo e afirmou que as provas indicam que "Lula é o mentor desse esquema criminoso que vitimou a Petrobras".

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Sergio Moro Lula

Segundo o juiz, não é apenas o problema de um tríplex que envolve o ex-presidente, mas sim um rombo de R$ 6 bilhões aos cofres públicos.

De acordo com o magistrado, esse negócio de perseguição política que o petista afirma existir, não passa de apenas um álibi fantasioso.

Juíza Gabriela Hardt

Ao se afastar da Lava Jato, Moro deixará para sua substituta vários processos prontos para julgamento como, por exemplo, o caso do apartamento de São Bernardo do Campo e de um terreno para o Instituto Lula, que teria sido investido dinheiro de propina da Odebrecht.

A juíza Gabriela Hardt será responsável em julgá-los e proferir a sentença.

No encontro dela com Lula, a juíza já mostrou que é bem rígida e teve vários embates com o ex-presidente. Ela chegou a pedir respeito no tribunal [VIDEO] quando Lula falou que Moro tem parceria com doleiro.

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