O juiz federal Sergio Moro, futuro ministro da Justiça no Governo de Jair Bolsonaro, participou nesta última terça-feira, 6 de novembro, de uma coletiva de imprensa na sede da Justiça Federal em Curitiba. Segundo Moro, a aceitação para fazer parte do superministério de Bolsonaro é para fazer a coisa certa e que isso não seria um jogo de Poder. O juiz foi questionado sobre fatores que o colocaram nesta nova posição, citou o ex-presidente Lula e também falou sobre a Lava Jato.

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Moro disse que quer chegar a um patamar em que possa realmente fazer diferença, eliminando o retrocesso. Por conta disso, aceitou o ministério. Moro disse que quer implantar uma agenda anticorrupção, pois, segundo ele, esse é um dos pontos em que o Brasil precisa melhorar. Além da corrupção, ele citou a criação de um nova agenda poderosa contra o crime organizado.

Caso Lula

O juiz, que condenou o ex-presidente Lula por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, rechaçou suspeitas do PT sobre a aceitação de Moro ao cargo.

O juiz disse que o motivo da prisão do ex-presidente Lula nada tem relação com eleição, mas sim com crimes que o petista cometeu.

Além do mais, Moro disse que Lula foi condenado por mais outros juízes, que comprovam o envolvimento do petista em atos corruptos. O juiz da Lava Jato condenou Lula em 9 anos e seis meses de prisão. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região aumentou a pena do petista para 12 anos e um mês de cadeia.

Moro disse que foi o próprio tribunal que determinou o início da execução de prisão ao ex-presidente.

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Ele citou que apenas cumpriu com a decisão.

Além do mais, o juiz federal avaliou que outros políticos também foram condenados pela Lava Jato, entre eles o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro.

Moro disse que a Lava Jato investigou não apenas políticos do Partido dos Tralhadores, mas todos aqueles que foram descobertos em esquema criminoso trazendo prejuízos para a Petrobras.

Em relação a perseguição política que o PT diz que houve, Moro comentou: "não posso pautar a minha vida com base numa fantasia, com álibi falso de perseguição política".

Com isso, o futuro ministro disse que o Ministério ou a Polícia não será usada para prática de perseguição política e disse que "crimes de ódio" serão intoleráveis.

A partir de janeiro, Moro deve assumir o ministério da Justiça. O juiz ganhou notoriedade pela sua forma de conduzir a Lava Jato e colocar na cadeia grandes nomes da sociedade.

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