O principal nome da caça aos corruptos na Operação Lava Jato, em Curitiba, o juiz Sergio Moro está nesta quinta-feira, 1, no Rio de Janeiro para ter uma conversa com o presidente da República eleito no último domingo, 28, Jair Bolsonaro (PSL). O objetivo é, de acordo com o próprio juiz, avaliar juntamente com o presidente eleito se “há convergências importantes e divergências irrelevantes”, para que ele aceite o pedido de comandar o superministério da Justiça.

Nessa última terça-feira, 30, o grupo que vai comandar o novo governo anunciou que Sergio Moro é figura importante e ‘grande símbolo’ do combate à corrupção no Brasil.

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Por isso, de acordo com o presidente eleito e o seu grupo, o juiz de Curitiba foi o eleito para comandar o superministério da Justiça como o titular dessa pasta. Quando soube do convite feito por Bolsonaro, Moro afirmou que poderá aceita-lo e que “tudo depende de conversar”, e por isso ele viajou para o Rio de Janeiro nesta quinta-feira.

Moro também foi cotado para o Supremo Tribunal Federal

O mandato de Jair Bolsonaro dura quatro anos, e nesse tempo duas vagas serão disponibilizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), isso porque o ministro Celso de Mello estará saindo do cargo por causa de sua aposentadoria compulsória, em meados de novembro de 2020, e, também, o ministro Marco Aurélio Mello, que também estará se aposentando no ano seguinte, de 2021.

Em nota, Sérgio Moro se diz honrado por ser lembrado pelo presidente eleito e agradeceu a consideração.

“Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão”, comentou o juiz federal de Curitiba. Segundo General Mourão, que é o vice-presidente eleito, tudo indica que as pastas da Segurança Pública, (que foi desintegrada da Polícia Federal), e a da Justiça, vão se tornar uma só, isso porque, de acordo com o General, o novo governo irá tentar ao máximo enxugar o processo governamental.

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Mourão, como é conhecido popularmente, também já disse que a pessoa que vai assumir a pasta da Justiça deverá ser alguém de notório respeito perante a sociedade, além disso, também deverá ser um profissional com histórico limpo e “que tenha estrutura moral perante o País”, completou o vice-presidente eleito.

Jair Bolsonaro assume a presidência da República em primeiro de janeiro do ano de 2019, no entanto, já articula suas medidas, juntamente com o grupo que o apoia, dois meses antes.

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