A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que o processo conhecido como "quadrilhão do PT" deve ficar na Justiça Federal do Distrito Federal. A princípio, foi negado tanto o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados do petista queriam que o processo fosse analisado no STF, e Raquel Dodge, em Curitiba.

O ministro Edson Fachin levou o caso para julgamento da Segunda Turma e todos os ministros decidiram apoiar a decisão dele de dividir o processo, enviando parte para o Distrito Federal.

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A defesa de Lula alegou que esse processo não poderia ir para Curitiba, já que, segundo ela, não possui fatos diretos com a Petrobras e, portanto, não poderia estar nas investigações da força-tarefa do Paraná.

Dodge já queria o contrário. Segundo ela, já existe uma investigação em curso no Paraná e isso ajudaria no decorrer do inquérito.

Denúncia

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, na época, entrou com uma acusação grave contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo a denúncia, o núcleo do PT, formado pelos ex-presidentes Lula [VIDEO] e Dilma Rousseff e mais seis pessoas, teria desviado dos cofres públicos valores bilionários. Tudo isso através de um suposto esquema corrupto que envolvia a Petrobras e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social).

Além de Lula e Dilma, estariam envolvidos nessas irregularidades a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega.

Gleisi e seu marido tiveram seu processo mantido no Supremo por determinação de Fachin [VIDEO], já que ela possui foro privilegiado. Os demais foram encaminhados para a Justiça Federal de Brasília.

De acordo com a denúncia protocolada por Janot, a cúpula do PT recebeu R$ 1,48 bilhão entre os anos de 2002, quando Lula venceu a primeira eleição presidencial, e 2016, quando Dilma foi afastada do poder em decorrência do impeachment.

PGR aponta Lula líder da organização criminosa

Rodrigo Janot afirmou na denúncia que o ex-presidente Lula era o líder da organização criminosa e sugeriu que ele tivesse uma pena maior do que todos os outros. De acordo com o ex-procurador-geral, até mesmo depois de deixar a Presidência, Lula teve grande influência no governo de Dilma.

A defesa do petista alegou que não existe nenhum fundamento na denúncia de Janot e disse que o ex-presidente sofre perseguição Política.